Homilia Frei Nestor

"Alegrai vos e exultai...todos os fins da terra hâo de ver a salvação que vem do nosso Deus" Is. 52, 9-10

+ O profeta manda alegrai vos e exultai - porque? É certo que temos alguns presentes de Natal, e receber presente é uma alegria, mas é uma alegria tão pequena em comparação com o que Isaias esá falando. Ele logo diz porque - "todos os fins da terra hão de ver a salvação que vem do nosso Deus" - a salvação que vem do nosso Deus é o próprio Deus filho que nasce em Belém de Juda!

Sim, era apenas um bebe recemnascido - mas homem e ao mesmo tempo Deus, e o Profeta sabia perfeitamente que seria este bebe quando homem, e também sabia a historia do mundo até ai, como lembramos domingo passado, senão souber a historia, não tem condições para apreciar o que significa o nascimento do Jesus. Pois lembremos, quando Adão e Eva pecaram, foram expulsos do Paraíso Terrestre, mas pelo pecado deles, o paraiso celeste também foi fechado

Assim, quando Adão e Eva morreram, suas almas, isso e suas pessoas saindo do corpo humano morto não tinham para onde ir! E por todo antigo testamento toda gente boa que morreu não tinha para onde ir - o ceu sempre fechado. A tradição judaica imaginou um lugar, uma caverna escura debaixo da terra, como o lugar dos mortos que não podia entrar no céu fechado. Chamavam.sheol. Imagine a tensão daquele multidão de gente ouvindo Gabriel falar com Maria - será que ela vai aceitar o plano divino para ela dar um corpo humano ao filho de Deus? Pois eles sabiam que o salvador que podia se-conceber no seio da Maria, se tornaria o salvador deles todos! I quanto alegria quando ouviram oi pleno consentimento de Maria "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim conforme a tua vontade".

E quando Jesus cresceu e no calvário entregou sua vida por nós, imediatamente ele foi ao sheol e levou toda a multidão para o reino da gloria! E desde lá, o ceu ficou aberto, assim todos os bons que morrem na graça de Deus podem entrar logo, com talvez uma pausa no purgatorio para uma purificação final, mas sem mais ter de ir anos, séculos, milenios para o Sheol, que não exiaste mais. E esta á motivo suficiente para nós realmente nos alegrar e exultar - o céu está aberto, quando chegar nossa hora de morrer, estando na graça de Deus podemos entrar direto no céu!

26 DE DEZEMBRO: SANTO ESTÊVÃO

"É por isto que todos saberão que sois Meus discípulos: se vos amardes uns aos outros" (Jo 13, 35)

A caridade que fez Cristo descer do céu à terra foi a mesma que elevou Santo Estêvão da terra ao céu. O amor, que primeiro existia no Rei, resplandeceu a seguir no soldado [...]
Para onde Estêvão subiu primeiro, martirizado à vista de Paulo, foi para onde Paulo o seguiu, socorrido pelas orações de Estêvão. Aqui está a verdadeira vida, meus irmãos, aquela em que Paulo não ficou abatido pela morte de Estêvão, mas em que Estêvão se alegrou com a companhia de Paulo, porque a caridade leva a alegria tanto a um como ao outro. Em Estêvão, o amor foi superior à hostilidade dos seus inimigos; em Paulo, «a caridade cobriu uma multidão de pecados» (1P 4, 8). Num, como no outro, o amor conseguiu, de modo idêntico, alcançar o Reino dos céus.
A caridade é, pois, a fonte e origem de todos os bens, uma protecção invencível, a via que conduz ao céu. Aquele que caminha segundo a caridade não poderá afastar-se, nem ter medo. El a dirige, ela protege, ela conduz à meta. Por isso, meus irmãos, dado que Cristo preparou a escada da caridade, pela qual todo o cristão pode subir ao céu, sede cuidadosamente fiéis a esse amor, praticai-o entre vós e, progredindo no amor, fazei a vossa ascensão.

S. Fulgêncio de Ruspe (467-532), bispo
Sermão 3, para a festa de Santo Estêvão; CCL 91ª, 905 (trad. breviário

 

(Imagem obtida no site dos Arautos do Evangelho)

«Ao ver a estrela, os magos sentiram uma grande alegria» (Mt 2, 10). Hoje, também nós acolhemos essa grande alegria nos nossos corações, alegria que os anjos anunciam aos pastores. Adoremos com os magos, demos glória com os pastores, cantemos com os anjos: «Nasceu-nos um Salvador que é o Messias Senhor; o Senhor Deus que nos apareceu» [...]
Esta festa é comum a toda a criação: as estrelas correm no céu, os magos chegam dos países pagãos, a terra recebe-a numa gruta. Não há nada que não contribua para esta festa, nada que não chegue lá com as mãos cheias. Façamos rebentar em nós mesmos um canto de alegria [...]; festejemos a salvação do mundo, o dia do nascimento da humanidade. Hoje foi abolida a condenação que afligia Ad&atil de;o. Que nunca mais se diga: «Tu és pó e em pó te hás-de tornar» (Gn 3, 19) mas: «unido àquele que desceu do céu serás exaltado no céu». [...]
«Um menino nasceu-nos, um filho nos foi dado, eterno é o seu poderio» (Is 9, 5). [...] Que abismo de bondade e de amor para os homens! Une-te, então àqueles que, na alegria, recebem o seu Senhor que desce do céu e que adoram o Grande Deus neste menino. O poder de Deus manifesta-se neste corpo como a luz através das janelas, e resplandece aos olhos dos que têm um coração puro (Mt 5, 8). Com eles, poderemos então, «de rosto descoberto, contemplar, como num espelho, a glória do Senhor, e sermos nós próprios transfigurados de glória em glória» (2Cor 3, 18), pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Seu amor pelos homens.

São Basílio (c. 330-379), monge e bispo de Cesareia na Capadócia, Doutor da Igreja
Homilia sobre o nascimento de Cristo; PG 31, 1471s (trad. Bouchet, Lectionnaire, p. 62)

 

VAI ACONTECER

 

APRENDENDO UM POUCO MAIS SOBRE...

 

O termo "FESTA DE PRECEITO" para a Igreja Católica equivale a um dia em que é obrigatório assistir à Missa.

"Na Igreja Universal, temos os seguintes dias de festa ou dias de preceito, além do domingo, no qual se celebra o mistério pascal e que deve ser observado como festa primordial de preceito: Natal (25 de dezembro), Epifania (06 de janeiro), Ascensão (50 dias após a Ressureição), Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (5ª feira após o domingo da SS. Trindade), Santa Maria Mãe de Deus (1º de janeiro) e sua Imaculada Conceição (08 de dezembro), e sua Assunção (15 de agosto), São José (19 de março), Santos Apóstolos Pedro e Paulo 29 de junho), e Todos os Santos (1º de novembro). A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ( CNBB), com a aprovação da Santa Sé, estabeleceu como festa de preceito ( no Brasil): Natal, Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Santa Maria Mãe de Deus e sua Imaculada Conceição. As outras festas de preceito foram transferidas para o domingo de acordo com as normas litúrgicas. A festa de preceito de São José foi abolida, permanecendo a sua celebração litúrgica."¹

¹Baseado em texto do Padre Luzair (ABREU, Pe Luzair Coelho de. Apostolado Veritatis Splendor: DIAS DE PRECEITO , DIAS SANTOS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/1497. Desde 23/06/2003).

 

A GRANDE MISSA DO ANO

O ano litúgico apresenta-se qual uma grande Missa, a espelhar, renovar e perpetuar a história do Sacrifício de Cristo.

NATAL é o Grande Ofertório em que se prepara a oferta do Sacrifício: Jesus Cristo.

PÁSCOA é a Grande Consagração, em que é imolado a Deus o Cordeiro divino, a Vítima sumamente agradável.

PENTECOSTES é a Grande Comunhão da graça e da vida divina, Comunhão que atinge os últimos limites do tempo e do espaço.

A MISSA é o sol de cada dia.

A LITUGIA DOMINICAL é o centro de cada semana.

Os MISTÉRIOS do Senhor formam o ciclo de cada ano

Tal divisão do tempo relembra a "Fração do Pão", com a qual Jesus, na última Ceia, instituiu a Eucaristia, para ser o alimento espiritual da humanidade durante todos os séculos.

(Sacerdote Tiago Alberione)

MISSAS DE FIM DE ANO

Dia 31/12/ 2008 (quarta-feira)

CAPELA:

CENTRÃO:

 

DIA 01/01/2009 (Quinta-feira):

CAPELA:

CENTRÃO:

OBS: Vale lembrar que o dia 1º de janeiro é considerado "Dia de Festa", ou seja, é semelhante a uma Missa de Domingo, onde todos os fiéis têm obrigação de participar. (CIC 1389, 2177, 2181)

UM ABENÇOADO NATAL !

MENSAGEM DE NATAL DO PAPA

O Santo Padre iniciou sua longa e densa Mensagem de Natal, com as seguintes palavras:


Amados irmãos e irmãs: 'manifestou-se a todos os homens a graça de Deus, nosso Salvador'. Com estas palavras do apóstolo Paulo, eu renovo o jubiloso anúncio do Natal de Cristo! Ele se manifestou! Eis o que a Igreja celebra hoje. A graça de Deus, rica em bondade e ternura, não está mais oculta, mas se manifestou na carne, mostrou o seu rosto. E o Papa perguntou: "onde" isto aconteceu? Em Belém. "Quando"? Sob o império de César Augusto, durante o primeiro recenseamento. "Quem" revelou a graça de Deus? Um recém-nascido, o Filho da Virgem Maria. Nele manifestou-se a graça de Deus, nosso Salvador. Eis porque o recém-nascido se chama "Jehoshua" ("Jesus"), que significa "Deus salva".

A graça de Deus manifestou-se! Eis o verdadeiro significado de Natal: festa de luz. Não uma luz total, como aquela que envolve todas as coisas em pleno dia, mas um clarão na noite, que se difunde de um ponto concreto do universo: a gruta de Belém, onde o Deus Menino veio à luz. Na verdade, disse o Pontífice, Ele a luz que se propaga, que dissipa as trevas e nos permite compreender o sentido e o valor da nossa existência e da história.

Todo presépio é um convite simples e eloqüente a abrir o coração e a mente ao mistério da vida. É um encontro com a Vida imortal, que se fez mortal na mística cena do Natal: uma cena que podemos admirar também aqui, nesta Praça, como em inumeráveis igrejas e capelas do mundo inteiro e em toda a casa onde é adorado o nome de Jesus. No casebre humilde e pobre de Belém, poucas pessoas encontraram o recém-nascido, mas ele veio para todos: judeus e pagãos, ricos e pobres, de perto e de longe, cristãos e não cristãos... Os que acolheram o Verbo encarnado, naquela noite fria de Belém foram Maria e José, que o esperavam com amor, e os pastores, que vigiavam durante a noite. Portanto, uma pequena comunidade acorreu para adorar o Menino Jesus; uma pequena comunidade que representa a Igreja e todos os homens de boa vontade.

Também hoje, aqueles que o esperam e procuram, encontram Deus, que por amor se fez nosso irmão: os pobres em espírito, os aflitos, os mansos, os famintos de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os artesãos da paz, os perseguidos por causa da justiça. Estes reconhecem em Jesus o rosto de Deus e, como os pastores de Belém, regressam às suas casas, renovados no coração pela alegria do seu amor.

Irmãos e irmãs que me escutam. A todos os homens se destina o anúncio de esperança que constitui o coração da mensagem de Natal. Jesus nasceu para todos. E, como em Belém, Maria o ofereceu aos pastores, neste dia também a Igreja o apresenta à humanidade inteira, para que possa transformar o mal em bem e mudar o coração do homem, tornando-o oásis de paz. Que todos possam experimentar a força da graça salvadora de Deus, sobretudo as numerosas populações que vivem ainda nas trevas e nas sombras da morte. E o Papa acrescentou:

Que a Luz divina de Belém se difunda na Terra Santa, onde o horizonte parece tornar-se obscuro para israelenses e palestinos; difunda-se no Líbano, no Iraque e todo o Oriente Médio; torne fecundos os esforços dos que não se resignam com a lógica perversa do conflito e da violência; pelo contrário, privilegiam o caminho do diálogo e das negociações para se harmonizar as tensões internas nos diversos países e encontrar soluções justas e duradouras para os conflitos que atormentam a região. Por esta Luz, que transforma e renova, continuou o Papa, anelam os habitantes do Zimbábue, na África, oprimidos há tanto tempo por uma crise política e social, que, infelizmente, continua a agravar-se; como também os homens e as mulheres da República Democrática do Congo, especialmente na martirizada região do Kivu, do Darfour, no Sudão, e da Somália, cujos infinitos sofrimentos são uma trágica conseqüência da falta de estabilidade e de paz.

Por esta Luz, enfim, esperam, sobretudo, as crianças destes países e de tantos outros em dificuldade, a fim de que lhes seja restituída a esperança de um futuro melhor: Que a Luz do Natal resplandeça e encoraje todos a agirem com espírito de autêntica solidariedade, especialmente onde a dignidade e os direitos da pessoa humana são espezinhados; onde os egoísmos pessoais ou de grupo prevalecem sobre o bem comum; onde se corre o risco de se acostumar ao ódio fratricida a à exploração do homem pelo homem; onde as lutas internas dividem grupos e etnias e dilaceram a convivência; onde o terrorismo continua a atacar; onde falta o necessário para a sobrevivência; onde se olha com apreensão para um futuro que se vai tornando cada vez mais incerto, mesmo nas nações do bem-estar".

Enfim, hoje "se manifestou a graça de Deus Salvador" neste nosso mundo, com as suas potencialidades e as suas fragilidades, com os seus progressos e as suas crises, com as suas esperanças e as suas angústias. Por isso, o Pontífice exortou os fiéis a adorar o filho de Maria em cada ângulo da terra. Ele veio mostrar-nos o caminho da paz. E o Papa concluiu: Deus veio ao nosso encontro e mostrou-nos o seu rosto, rico em misericórdia! Que a sua graça não seja vã para nós! Procuremos Jesus, deixemo-nos atrair pela sua luz, que dissipa a tristeza e o medo do coração do homem. Aproximemo-nos dele com confiança e humildade, e prostrados, o adoremos.

Fonte: http://www.oecumene.radiovaticana.org/BRA/Articolo.asp?c=254662

SANTA MISSA DO NATAL NO S.A.L.

Anote os horários da Missa do Natal do Senhor, no dia 25 de dezembro, na Paróquia de Sto. Antônio de Lisboa.

CAPELA:

CENTRÃO:

 

AVISO

Informamos aos fiéis da Santa Missa Tridentina no Colégio Gentil Bittencourt que não haverá a celebração no dia de Natal (25.12.08), por não termos tido tempo hábil para a completa e digna  preparação da mesma. Aproveitamos para desejar a todos os amigos um abençoado Natal e que dentro dos corações a humanidade possa ter a certeza de que:

"Lux fulgébit hódie super nos: quia natus est nobis Dóminus" (Is 9,2)

OBS: No próximo domingo, dia 28 de dezembro haverá normalmente a Santa Missa Tridentina, às 11 horas da manhã, no Colégio Gentil, se Deus assim o permitir.

SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO

No dia 13 de dezembro de 2008 aconteceu na Paróquia de Sto. Antônio de Lisboa a cerimônia do Sacramento da Confirmação para adultos, celebrada pelo Arcebispo de Belém Dom Orani João Tempesta e concelebrada pelo Pároco Frei Juraci Estevam. o grupo de 17 pessoas já vinha sendo preparado há alguns meses, sendo que alguns deles ainda tiveram que receber a 1ª Comunhão. Dom Orani ressaltou a importância do Sacramento que os tornava evangelizadores e apóstolos de Cristo e parabenizou Frei Juraci pela preocupação em oferecer esta preparação a pessoas que não tiveram a oportunidade de recebê-lo na adolescência.

Parabéns aos alunos da 2ª turma de Confirmação e que os dons do Santo Espírito recebidos, possam frutificar sempre mais. Acompanhe abaixo alguns momentos da celebração:

 

 

 

 

 

 

80 ANOS DO FREI NESTOR

Celebrar 80 anos é uma bênção de Deus, principalmente quando a maior parte desta vida foi dedicada ao serviço de Deus. É o caso de FREI NESTOR WINDOLPH, frade americano da ordem dos franciscanos menores, que aniversariou no último dia 17 de dezembro. As comemorações foram discretas, como é o próprio jeito do frade, mas isto não impede que o blog noticie e parabenize não apenas o aniversariante, mas a comunidade franciscana por um servo tão dedicado. Para quem não sabe, Frei Nestor, iniciou no 1º Domingo do Advento a celebração da Santa Missa Tridentina em Belém. Mais um grande feito na vida deste homem tão simples. Deus abençôe, proteja e guarde o Frei Nestor!

Maria, A Onipotência Suplicante

Por Carlos Eduardo Maculan e Izabel Ribeiro Filippi

Sobre Maria Santíssima sabemos que não recebeu como São Pedro as Chaves de Cristo, não deteve o primado da Igreja; não foi chamada a escrever nenhum livro Sagrado, não anunciou o Evangelho às nações pagãs; não interpretou a Revelação Divina como os Padres Apostólicos, não detinha jurisdição sobre o povo de Deus reunido numa só fé, no entanto, d'Ela sabemos que antes da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica possuir uma dimensão Petrina (Pedro, os Apóstolos e seus sucessores) possuiu uma dimensão Mariana (cf. CIC, nº 199). A Santíssima Virgem, após a Revelação da Igreja em Pentecostes, se retira da vida pública e se entrega ao silêncio da espera, da contemplação, da oração pela Igreja, que assim como Cristo teve que crescer em ciência diante dos homens (cf. Lc 2,52); Ela se entrega ao amor já vivo n'Ela por Cristo e pelos apóstolos.

A Santíssima Senhora, que após sua entrada na Glória Celestial, seria coroada como Rainha dos Céus e da Terra; Ela, a excelsa e mais perfeita criatura do Pai, se submete ao silêncio pela divina providência; Ela, a obra do amor, toma sobre Si a intercessão pela Igreja, se retira para rezar por aqueles que Cristo deixou como testemunhas de Sua Obra: Igreja Santa; e por Ela entrega suas súplicas. A Igreja Nascente necessitava de um cautério suave para ter forças de enfrentar o mundo e tal suavidade encontrou razão de ser nas orações e súplicas da Virgem de Nazaré, disso nos dá testemunho o Doutor Místico da Igreja, São João da Cruz, sobre o estado de união que a Mãe do Filho de Deus alcançou por amor: "Não há obra melhor e mais necessária que o amor. Quando alguém alcança este estado de união em amor, não lhe convém ocupar-se em outras obras, nem de exercícios exteriores, que podem lhe tirar a sua atenção de Deus, porque é mais proveitoso estar diante de Deus " (Cântico Espiritual, XXIX, II).

A Rainha dos Apóstolos permite em seu silêncio que seus súditos preguem a missão que lhes foi confiada pelo Cordeiro de Deus: Ide! E reza silenciosa - Virgem do Silêncio - para que a Missão da Igreja chegasse aos povos: "Santa Maria, Regina Apostolorum, Rainha de todos os que suspiram por dar a conhecer o amor de Teu Filho: Tu, que entendes tão bem as nossas misérias, pede perdão por nossa vida; pelo que em nós podia ter sido fogo e foi um punhado de cinzas; pela luz que deixou de iluminar; pelo sal que se tornou insípido. Mãe de Deus, Onipotência Suplicante: traze-nos, junto com o perdão, a força para vivermos verdadeiramente de fé e de amor, para podermos levar aos outros a fé de Cristo" (São Josemaria Escrivá - É Cristo que passa, ponto 175).

Deus Todo-Poderoso, em absoluto, não precisava de ninguém pra Se fazer homem e sofrer por nós para nos resgatar. No entanto, não por necessidade, mas por disposição da misericordiosa vontade divina, quis Deus precisar de Maria para tomar nossa humana natureza e realizar a obra da Redenção. Diretamente da lavra de São Paulo em (Cl 1, 24) temos: "O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por Seu Corpo que é a Igreja". Cristo cumpriu perfeitamente a Redenção, no entanto, São Paulo Apóstolo impõe pelo inspiração do Espírito Santo que devemos completar em nossa carne a adesão à Redenção da Cruz. Nada faltou ao Cristo e tudo foi mais que suficiente por Ele na Cruz, mas São Paulo quer afirmar que o que falta na Cruz de Cristo e em Suas tribulações não é o próprio Cristo todo homem e todo Deus que se entregou na Cruz, mas a aqueles que foram redimidos e não querem aderir à Cruz por um ato de vontade. Só com a adesão de nossa vontade nos serão aplicados os méritos infinitos, e tal adesão às Santíssimas Dores da Cruz foram consumadas em estado de perfeição por Maria Santíssima, Cooperadora da Redenção Divina (cf. Suma Teológica, III, q. 49, a. 3ad 2 e 3 - cf. Santo Afonso de Maria Ligório: Reflexões Sobre a Paixão, 10). O Silêncio de Maria é o silêncio orante e suplicante.

Nenhuma criatura participou com grandiosíssima adesão às Dores de Cristo quanto Maria, de tal profundeza Ela tomou sobre Si o Filho que a união entre a divindade de Cristo e a humanidade de Maria se tornou perfeitíssima e consumadíssima na anunciação do Anjo São Gabriel. "No Corpo de Cristo, que cresce sem cessar a partir da Cruz do Redentor, precisamente o sofrimento, impregnado do espírito de Cristo, é o mediador insubstituível e autor dos bens indispensáveis para a salvação do mundo. Mais do que qualquer outra coisa, o sofrimento é aquilo que abre caminho à graça que transforma as almas humanas. Mais do que qualquer outra coisa, é ele que torna presentes na história da humanidade as forças da Redenção. Naquela luta «cósmica» que se trava entre as forças espirituais do bem e as do mal, de que fala a Carta aos Efésios, os sofrimentos humanos, unidos ao sofrimento redentor de Cristo, constituem um apoio particular às forças do bem, abrindo caminho à vitória destas forças salvíficas" (Sua Santidade, o Papa João Paulo II - Carta Apostólica Salvifici Doloris, nº 27). Na Revelação que a Mãe de Deus faz para São Domingos, Ela mesma explicita a união definitiva d'Ela com o Cristo, logo, com a Santíssima e Beatíssima Trindade, nas Pessoas Admiráveis do Pai, Filho, Espírito Santo; "Meu filho Domingos, aprenda isto: o meio empregado pela Santíssima Trindade para reformar o mundo foi a Saudação Angélica. Portanto, se quiser converter os corações empedernidos, pregue-a segundo o modo que vou ensinar-lhe". Nasce a contemplação do Santo Rosário, para aperfeiçoar a contemplação do Santo Terço fruto dos séculos apostólicos. Suplica à Mãe que o Filho atende.

Jesus Cristo, o mesmo Ontem, Hoje e Sempre

O Senhor Rei do universo é "o mesmo ontem, hoje e sempre" (Heb 13, 8). Pode Cristo mudar? Se Cristo modificar sua Natureza Divina e Humana negará a Si mesmo e não será Deus. Deus não nega a Si mesmo, Deus permanece imutável. Tendo Cristo sido obediente à Sua Mãe em vida, sendo Ele totalmente Deus e totalmente Homem, Ele que após Sua Morte e Ressurreição continuou sendo totalmente Deus e totalmente Homem, portanto, imutável, continuará sendo obediente da mesma forma e pela mesma única Pessoa Divina que É, em duas naturezas, a humana e divina. Cristo é o mesmo ontem, é o mesmo hoje, é o mesmo sempre. Negará a Segunda Pessoa Admirável da Santíssima Trindade a Si mesmo? Assim como em Caná havia um só Cristo imutável, por toda a eternidade haverá um só Cristo como Ele É antes da Criação, como Ele É na Encarnação e como Ele É na Glória Eterna. Maria é o único Ser capaz de mudar "a hora de Deus"; em Jo 2, 1 - 11, Ela confirma a fé dos Apóstolos em Cristo, por pedido d'Ela e não do colégio dos seguidores de Cristo cuja Cabeça seria Pedro. Mais adiante, vemos o anúncio da confirmação na Revelação Bíblica do culto devido a Maria: "Bem-aventurada as entranhas que te trouxeram e o seio que te amamentou" (Lc 11, 27).

Extremamente significativa a narrativa do Apóstolo João, principalmente porque ele no quarto Evangelho narra somente dois momentos da aparição de Maria: uma vez em Caná e outra somente no Calvário, e não por omissão mas por iluminação, que temos em São João um motivo proposital do Espírito Santo para somente duas aparições: para mostrar a evidência de que Maria Santíssima estava presente para participar da Redenção que Cristo já operava no mundo. "Entre os dois acontecimentos, Caná e o Calvário, há várias analogias. Situam-se um no começo e o outro no fim da vida pública de Cristo, como para indicar que toda a obra de Jesus está acompanhada pela presença de Maria Santíssima. O seu título de Mãe adquire ressonância especialíssima: Maria atua como verdadeira Mãe de Jesus nesses dois momentos em que o Senhor manifesta a Sua divindade. Ao mesmo tempo, ambos os episódios assinalam a especial solicitude de Maria Santíssima pelos homens: num caso intercede quando ainda não chegou a hora (Caná); no outro oferece ao Pai a morte redentora de seu Filho (Calvário) e aceita a missão que Jesus lhe confere de ser Mãe de todos os crentes, representados no Calvário pelo discípulo amado" (Bíblia de Navarra, Santos Evangelhos, p. 1145).

A Santíssima Virgem não tem poder nenhum por Si mesma, não é Ela maior que Aquele Cristo que Ela gerou em Seu ventre. O privilégio de ser Rainha dos Apóstolos e da Igreja que adorna Maria não é fruto d'Ela mesma, mas fruto do Cristo, o [i]Deus vivo
que Ela participou da divindade e gerou na humanidade; acima dos Santos e dos Anjos, por ser Mãe do Filho Eterno de Deus Pai pela operação do Espírito Santo. O que Ela apresenta diante da Santíssima Trindade não é um ato de soberania de Si mesma ou um poder divino que Ela não possui, mas o privilégio de suplicar por todas as potências da plenitude da graça tudo quanto os filhos da Igreja, logo, filhos de Maria, necessitam na jornada terrena para encontrar Cristo pregado na Cruz. Por ser Ela tal onipotência invocamos na Saudação Angélica da Ave-Maria as palavras: "Rogai por nós os pecadores, agora e na hora de nossa morte". Dirija à Mãe o pedido de socorro para que Ela suplique por nós as nossas necessidades, porque Ela tem a plenitude da graça e chega ao Sacratíssimo Coração do Filho através de Seu Imaculadíssimo Coração. Dirigir súplicas e brados para a Onipotência Suplicante, para que possamos também ser suplicantes diante do Coração Infinito e Chagadíssimo de Cristo. Eis a onipotência da Castíssima Virgem: - Maria consegue de Deus tudo que quer, a Ela nada foi negado pois Ela mesma tudo deu para Deus e para Igreja. Ela em Seu Gloriossísmo Império de Advogada dos católicos apresenta nossas causas diante do Trono do Divino Pai Eterno, e especialmente para que após a peregrinação terrestre possamos contemplar o rosto Diviníssimo de Cristo: "A Vós bradamos degredados filhos de Eva, a Vós suspiramos, gemendo e chorando nesse vale de lágrimas. Eia pois Advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois desse desterro mostrai-nos Jesus bendito fruto do Vosso Ventre".

Na tríplice invocação de Clementíssima, Piedosíssima, Dulcíssima sempre Castíssima Virgem, que apresenta aos cristãos a antífona da "Salve Rainha" encontramos a razão de ser da Súplica Onipotente. As três saudações foram inseridas ao fim da oração pelo Santo Doutor da Igreja, São Bernardo de Claraval. Nas Vésperas Natalinas do Ano da Graça de 1146, São Bernardo foi nomeado legado do Papa para a Alemanha, o povo sedento e devotíssimo de Maria Santíssima esperava ansioso a chegada de Padre Bernardo - O Santo de Claraval - na cidade de Spire. Bispos, padres o povo de Deus se reuniu nas portas da cidade para receber o enviado do Papa. Quando São Bernardo se encontra com a multidão, ele é conduzido pela cidade com excelsa alegria, os sinos dobram nas igrejas, cantos sagrados são entoados, pelas ruas louvam e cantam glórias a Deus por ter dado ao mundo a Mãe de Cristo. Entrando na cidade, conduzido até o Imperador e príncipes Germânicos, foi São Bernardo recebido com as honras devidas ao legado papal. Em sua homenagem foi entoado seu canto preferido, a "Salve Rainha". Conduzido até o recinto sagrado da igreja local, extremamente tomado de amor zeloso por Maria, ao fim do canto que terminava com "... Et Jesum benedíctum fructun Ventris tui, nobis, post hoc exsílium, osténde" - "... e depois deste desterro nos mostrai-nos Jesus, Bendito fruto do Vosso Ventre"; São Bernardo se prostou três vezes ao chão, e em cada vez que se humilhou amorosamente por Maria, disse: "O Clemens, O Pia, O Dulcis Virgo Maria" - "Oh Clemente, Oh Piedosa, Oh Doce Virgem Maria".

Com magistral amor somos patroneados por Maria nos Céus, como Advogada Clemente, Pia e Doce, Ela apresenta diante do Pai não somente o que Lhe pedimos, mas tudo quanto é bom para a humanidade, e nada Lhe é negado. Maria segue por todo o sempre os rastros de Sangue de Cristo até o Calvário, porque n'Ela se deu a plenitude e a perfeição de quem abraçou na totalidade a Cruz de Cristo e entende, em perfeita harmonia com o Coração Sacratíssimo de Cristo, as necessidades da Igreja Peregrina.

"Maria, a Mãe santa do nosso Rei, a Rainha do nosso coração, cuida de nós como só Ela o sabe fazer. Mãe compassiva, trono da graça: nós te pedimos que saibamos compor na nossa vida e na vida dos que nos rodeiam, verso a verso, o poema singelo da caridade, quasi flumen pacis, como um rio de paz. Pois tu és um mar de inesgotável misericórdia: Os rios vão dar todos ao mar, e o mar não transborda" (São Josemaria Escrivá - É Cristo que passa, ponto 187).

Rorate Caeli

O "Rorate Caeli" é um tradicional canto do tempo de Advento, tendo o seu refrão sido inspirado no texto do profeta Isaías 45. Assim, louvando a Tradição da Igreja, que nos traz este belíssimo canto na espera do Salvador, trazemos abaixo a sua tradução:

© Copyright Tradução: Sociedade Católica

Derramai, ó Céus, das alturas, o seu orvalho, e as nuvens chovam o Justo

Não vos irriteis, Senhor, e não recordeis nossas iniqüidades.
Eis que sua Cidade Santa foi feita um deserto:
Sião um deserto tounou-se, Jerusalém está desolada;
a casa de Sua santificação e de Sua glória, onde Vos louvaram nossos pais.

Derramai, ó Céus, das alturas, o seu orvalho, e as nuvens chovam o Justo

Pecamos, e estamos vivendo como imundos,
caímos nas profundezas, como uma folha morta no universo
e nossas iniqüidades nos arrastam como um vento forte:
escondeste Vossa face de nós e nos aquebrantastes com o peso de nossa própria iniqüidade.

Derramai, ó Céus, das alturas, o seu orvalho, e as nuvens chovam o Justo

Vede, Senhor, a aflição de seu povo,
e mandai rapidamente Aquele que está para vir:
enviai diante de nós o Cordeiro, Senhor de toda a Terra, da Rocha do deserto aos Montes das filhas de Sião,
e retirai o severo jugo de nossa sujeição.

Derramai, ó Céus, das alturas, o seu orvalho, e as nuvens chovam o Justo

Consolai-vos, Consolai-vos, Ó Meu povo, pois que vem tua Salvação.
Por que estais se consumindo em aflição, por que vos renovais em sua dor?
Eu salvar-te-ei, não tenhais medo: Eu Sou o Senhor teu Deus,
o Santo de Israel, o teu Redentor.

Derramai, ó Céus, das alturas, o seu orvalho, e as nuvens chovam o Justo

Tradução Por Carlos Eduardo Maculan e Izabel Ribeiro Filippi



Rorate Caeli - em latim

Roráte caeli désuper, et nubes pluant iustum.

Ne irascáris, Dómine, / ne ultra memíneris iniquitátis:
ecce cívitas Sancti tui / facta est desérta:
Sion desérta facta est: / Ierúsalem desoláta est:
domus sanctificatiónis tuae et glóriae tuae, / ubi laudáverunt te patres nostri

Roráte caeli désuper, et nubes pluant iustum.

Peccávimus, et facti sumus tamquam immúndus omnes nos,
et cecídimus quasi fólium univérsi
et iniquitátes nostrae quasi ventus abstúlerunt nos:
abscondísti fáciem tuam a nobis, et allilísti nos in manu iniquitátis nostrae.

Roráte caeli désuper, et nubes pluant iustum.

Vide Dómine, afflictiónem pópuli tui
et mitte quem missúrus es:
emítte agnum dominatórem terrae, de petra desérti, ad montem fíliae Sion:
ut áuferat ipse jugum captivitátis nostrae

Roráte caeli désuper, et nubes pluant iustum.

Consolámini, consolámini, pópulevmeus, cito véniet salus tua.
Quare mærore consúmeris, quare innovávit te dolor?
Salvábo te, noli timore;
Ego enim sum DóminusDeus tuus,
Sanctus Israël Redémptor tuus.

Roráte caeli désuper, et nubes pluant iustum

 

Papa Bento XVI


Catequese sobre a preparação para o Natal pronunciada pelo Papa Bento XVI no dia 17/12/2008, durante a Audiência Geral

Queridos irmãos e irmãs:

Começamos precisamente hoje os dias do Advento que nos preparam imediatamente para o Natal do Senhor: estamos na Novena de Natal, que em muitas comunidades cristãs se celebra com liturgias ricas em textos bíblicos, orientados todos eles a alimentar a espera do nascimento do Salvador. A Igreja inteira, com efeito, concentra seu olhar de fé nesta festa já próxima, predispondo-se, como cada ano, a unir-se ao canto alegre dos anjos, que no coração da noite anunciarão aos pastores o extraordinário acontecimento do nascimento do Redentor, convidando-os a aproximar-se da gruta de Belém. Lá está o Emanuel, o Criador feito criatura, envolto em panos e deitado em um pobre presépio (cf. Lc 2, 13-14).

Pelo clima que o caracteriza, o Natal é uma festa universal. Inclusive quem não se professa crente, de fato, pode perceber nesta celebração cristã anual algo extraordinário e transcendente, algo íntimo que fala ao coração. É a festa que canta o dom da vida. O nascimento de uma criança deveria ser sempre um acontecimento que traz alegria: o abraço de um recém-nascido suscita normalmente sentimentos de atenção e de prontidão, de comoção e de ternura. O Natal é o encontro com um recém-nascido que chora em uma gruta miserável. Contemplando-o no presépio, como não pensar em tantas crianças que ainda hoje vêem a luz em uma grande pobreza, em muitas regiões do mundo? Como não pensar nos recém-nascidos não acolhidos e rejeitados, nos que não chegam a sobreviver por falta de cuidados e atenção? Como não pensar também nas famílias que desejaram a alegria de um filho e não vêem realizada esta esperança? Sob o impulso de um consumismo hedonista, infelizmente, o Natal corre o risco de perder seu significado espiritual para reduzir-se a uma mera ocasião comercial de compras e troca de presentes. Na verdade, contudo, as dificuldades, as incertezas e a própria crise econômica que nestes meses tantas famílias estão vivendo, e que afeta toda a humanidade, podem ser um estímulo para descobrir o calor da simplicidade, da amizade e da solidariedade, valores típicos do Natal. Despojado das incrustações consumistas e materialistas, o Natal pode converter-se assim em uma oportunidade para acolher, como presente pessoal, a mensagem de esperança que emana do mistério do nascimento de Cristo.

Tudo isso, contudo, não basta para assimilar plenamente o valor da festa para a qual estamos nos preparando. Nós sabemos que esta celebra o acontecimento central da história: a Encarnação do Verbo divino para a redenção da humanidade. São Leão Magno, em uma de suas numerosas homilias natalinas, exclama assim:

«Exultemos no Senhor, queridos meus, e abramos nosso coração à alegria mais pura. Porque amanheceu o dia que para nós significa a nova redenção, a antiga preparação, a felicidade eterna. Renova-se assim para nós no ciclo anual o elevado mistério da nossa salvação que, prometido no começo e realizado ao final dos tempos, está destinado a durar sem fim» (Homilia XXII). Sobre esta verdade fundamental, São Paulo volta muitas vezes em suas cartas. Aos gálatas, por exemplo, escreve: «Mas, ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei... para que recebêssemos a filiação adotiva» (4, 4). Na Carta aos Romanos ele manifestaas lógicas e exigentes conseqüências deste acontecimento salvador: «Se (somos) filhos, também herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, já que sofremos com ele, para ser também com ele glorificados» (8, 17). Mas é sobretudo São João, no prólogo ao quarto Evangelho, que medita profundamente sobre o mistério da Encarnação. E é por isso que o prólogo faz parte da liturgia do Natal desde tempos antigos: nele se encontra, de fato, a expressão mais autêntica e a síntese mais profunda desta festa e do fundamento de sua alegria. São João escreve: «Et Verbum caro factum est et habitavit in nobis - e o Verbo se fez carne e habitou entre nós» (Jo 1, 4).

No Natal, portanto, não nos limitamos a comemorar o nascimento de um grande personagem; não celebramos simplesmente e em abstrato o mistério do nascimento do homem ou em geral o nascimento da vida; tampouco celebramos só o princípio de uma grande estação. No Natal recordamos algo muito concreto e importante para os homens, algo essencial para a fé cristã, uma verdade que São João resume nestas poucas palavras: «O Verbo se fez carne». Trata-se de um acontecimento histórico que o evangelista Lucas se preocupa em situar em um contexto muito determinado: nos dias em que se emanou o decreto do primeiro censo de César Augusto, quando Quirino já era governador da Síria (cf. Lc 2, 1-7). É, portanto, uma noite datada historicamente na qual se verificou o acontecimento de salvação que Israel esperava há séculos. Na escuridão da noite de Belém se acendeu realmente uma grande luz: o Criador do universo se encarnou, unindo-se indissoluvelmente à natureza humana, até ser realmente «Deus de Deus, luz da luz» e ao mesmo tempo homem, verdadeiro homem. Aquele que João chama em grego «ho logos» - traduzido em latim como «Verbum» e em italiano, «o Verbo» - significa também «o Sentido». Portanto, podemos entender a expressão de João assim: o «Sentido eterno» do mundo se fez tangível aos nossos sentidos e à nossa inteligência: agora podemos tocá-lo e contemplá-lo (cf. 1 Jo 1,1). O «Sentido» que se fez carne não é simplesmente uma idéia geral inscrita no mundo; é uma «palavra» dirigida a nós. O Logos nos conhece, nos chama, nos guia. Não é uma lei universal, na qual desenvolvemos algum papel, mas é uma Pessoa que se interessa por cada pessoa singular: é o Filho do Deus vivo, que se fez homem em Belém.

Para muitos homens, e de alguma forma para todos nós, isso parece lindo demais para ser verdade. Com efeito, aqui se nos reafirma: sim, existe um sentido, e o sentido não é um protesto impotente contra o absurdo. O Sentido é poderoso: é Deus bom, que não se confunde com qualquer poder excelso e distante, ao que nunca se poderia chegar, mas um Deus que se fez próximo de nós e do nosso próximo, que tem tempo para cada um de nós e que veio para ficar conosco. Então surge espontânea a pergunta: «Como é possível uma coisa semelhante? É digno de Deus fazer-se criança?». Para tentar abrir o coração a esta verdade que ilumina a existência humana inteira, é necessário submeter a mente e reconhecer a limitação de nossa inteligência. Na gruta de Belém, Deus se mostra a nós como humilde «infante» para vencer nossa soberba. Talvez tivéssemos nos rendido mais facilmente frente ao poder, frente à sabedoria; mas Ele não quer nossa rendição; apela mais ao nosso coração e à nossa decisão livre de aceitar seu amor. Fez-se pequeno para libertar-nos dessa pretensão humana de grandeza que surge da soberba; encarnou-se livremente para fazer-nos verdadeiramente livres, livres para amá-lo.

Queridos irmãos e irmãs, o Natal é uma oportunidade privilegiada para meditar sobre o sentido e o valor da nossa existência. Aproximar-se desta solenidade nos ajuda a refletir, por um lado, sobre o dramatismo da história na qual os homens, feridos pelo pecado, estão permanentemente buscando a felicidade e um sentido satisfatório da vida e da morte; por outro, exorta-nos a meditar sobre a bondade misericordiosa de Deus, que saiu ao encontro do homem para comunicar-lhe diretamente a Verdade que salva e torná-lo partícipe de sua amizade e de sua vida. Preparemo-nos, para o Natal, portanto, com humildade e simplicidade, dispondo-nos para receber o dom da luz, da alegria e da paz que irradiam desse mistério. Acolhamos o Natal de Cristo como um acontecimento capaz de renovar nossa existência hoje. Que o encontro com o Menino Jesus nos transforme em pessoas que não pensam só em si mesmas, mas que se abrem às expectativas e necessidades dos irmãos. Desta forma nos converteremos também em testemunhas da luz que o Natal irradia sobre a humanidade do terceiro milênio. Peçamos a Maria Santíssima, tabernáculo do Verbo encarnado, e a São José, silenciosa testemunha dos acontecimentos da salvação, que nos comuniquem os sentimentos que eles tinham enquanto esperavam o nascimento de Jesus, de modo que possamos preparar-nos para celebrar santamente o próximo Natal, no gozo da fé e animados pelo empenho de uma conversão sincera.

Feliz Natal a todos!

[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri]

© Copyright 2008 - Libreria Editrice Vaticana]

 

Palavras de Dom Orani

SOLIDARIEDADE

 

Nesta época do ano é comum a arrecadação de comida, brinquedos, roupas para distribuir entre as pessoas mais necessitadas e para as crianças. Além disso, é costume a troca de presentes e cartões desejando feliz Natal e bom ano. Tudo isso despertando o desejo do bem no coração humano.

Também os enfeites em nossas casas, nas ruas e nas casas comerciais, assim como as apresentações de corais e cânticos próprios criam um clima favorável ao belo.

Esse clima nos leva ao desejo de partilhar amizade, de visitar a família, de sentar-se em torno da mesa para uma refeição, de cumprimentar os conhecidos e próximos, demonstrando que há no coração de cada um muita reserva de bondade e fraternidade.

Em alguns momentos extraordinários a mesma coisa ocorre, como é o fato das coletas de alimentos, dinheiro, roupas e outras doações no caso das catástrofes e estragos causados pelas enchentes, que normalmente são atribuídos a causas naturais, mas que sabemos ser na realidade, na maioria das vezes, causados pela intervenção errada do homem na natureza.

Esses gestos de solidariedade ainda se ampliam em outras ocasiões, como no auxílio a um tratamento ou compra de remédio por ocasião de uma doença e que as pessoas se sensibilizam e partilham o pouco que têm para tentar resolver essas questões.

Esses gestos demonstram que a cultura do egoísmo, do lucro a qualquer custo, do individualismo ainda não conseguiram ganhar espaço maior e penetrar no âmago do coração humano. Ainda existe espaço para o voluntariado, apesar da lei restritiva do nosso país que mais atrapalha que ajuda aqueles que querem com generosidade ajudar o seu semelhante na gratuidade.

A formação cristã cultivada em nossas terras há mais de 500 anos continua forte e trazendo à tona os valores do Evangelho que aqui foi anunciado e vivido desde o início da chegada dos primeiros cristãos nas Américas e criaram uma cultura que, mesmo que nestes últimos 50 anos tenha sofrido uma tentativa de mudança, porém ainda o coração humano tende a ajudar, ser solidário e à partilha na gratuidade.

No entanto vemos que muitas vezes caímos nos erros e na cultura interesseira de hoje. É o caso que foi divulgado pela mídia dias atrás sobre alguns voluntários que "se aproveitaram" da função e levaram para suas casas alguns bens doados para os necessitados. Alguns caíram em si e acabaram pedindo desculpas e devolvendo, o que demonstra a luta entre dois modelos que lutam dentro de cada pessoa: de um lado a formação de querer levar vantagem em tudo e pensar só em si e em seus problemas, e de outro a partilha generosa ajudando as pessoas desconhecidas necessitadas.

Esses fatos devem nos ajudar a ver em que posição estamos e o que poderemos fazer. Se a nossa sociedade foi formada para o bem, o belo e o bom e tem uma tendência a assim viver - porém isso atualmente está em luta com outra mentalidade: interesseira, egoísta e de querer vantagem em tudo. A uma situação de ideologias que com clima de humanismo fazem com que percamos outros valores como do valor da vida, da liberdade e da verdade objetiva necessitamos responder com atitudes onde os valores cristãos demonstram o verdadeiro caminho a percorrer.

O clima do Natal é uma ótima oportunidade de passar valores aos nossos filhos e à sociedade. Creio que todos concordam, mesmo os que não crêem, que é muito melhor que a humanidade percorra os caminhos da solidariedade e da paz do que a situação do egoísmo interesseiro.

Cabe a nós decidir a que tipo de situação iremos querer privilegiar, alimentar, cultivar em nossa vida, nossas conversas, nossas reportagens. Somos nós que iremos responder pelos caminhos que iremos percorrer no amanhã de nossas vidas e de nossa nação.

Que o Natal que se aproxima nos encontre com vontade de continuar com esse clima de generosidade e solidariedade que, no fundo, é uma tradução hoje do ensinamento de Jesus de Nazaré, o Cristo Senhor: "amai-vos uns aos outros como Eu vos amei"! Feliz e Santo Natal com Cristo a todos!

 

D. Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano

 

 

Homilia frei Nestor Windolph

"Exultai no Senhor, que fará germinar a justiça ....e sua glória diante de todas as nações."

+ Hoje o terceiro domingo de Advento é dia de alegria, chamado Gaudete, pois a primeira palavra da missa era esta Gaudete= Alegrai vos. Alegria ao contemplar não o que temos ou o mundo que nos cerca, mas ao contemplar o que Deus vai fazer. Vai fazer germinar a justiça = e como faz falta justiça neste mundo! Acontece tantas grandes injustiças todo tempo, bastante para quem pensar chorar de tristeza e desanimo, admirando se esta humanidade não tem mesmo jeito ? Será sempre assim?

Não será não, cremos na palavra do profeta, Deus vai fazer germinar a justiça e sua glória diante de todas as nações. Vemos no nascimento próximo do menino Deus o começo desta mudança na humanidade. Vai ficar completa e perfeita somente na segunda vinda de Jesus, no poder e na glória. Pode demorar, não faz mal pois nós estaremos aí para ver a divina justiça e gloria. Mesmo se morramos antes, vamos naquele dia ressuscitar e ver.

Naquele dia todo o mal já terá passado, os malvados já terão sido tirados do meio de nós, e nunca mais vão fazer alguém sofrer e chorar. Por isso Paulo fala na segunda leitura "sempre felizes" pois é o nosso destino como filhos de Deus, viver sempre felizes na glória com Ele. Amem.

Palavras Dom Orani

BOAS FESTAS

 

É tradição comentarem em nossa região de Belém, que o Pará tem dois natais e que o Círio é o primeiro (ou segundo) Natal. Creio que o Natal é um tempo muito especial quando celebramos o Nascimento do Verbo, o grande Mistério da Encarnação! Aproveitando a época da estação do ano em algumas regiões do mundo, poderíamos chamar também esse tempo da celebração da primavera paraense, sendo Maria a bela flor de quem nasceu o Salvador do mundo, Jesus Cristo!

É significativo que na época do Círio nós nos cumprimentamos (pelos menos a maioria) desejando-nos mutuamente um "Feliz Círio" e com isso vão as intenções das mega celebrações que acontecem na época, o encontro com os familiares e amigos, as tradições culinárias próprias, a cultura paraense vibrando com esse acontecimento. É uma bela maneira de cultivar uma tradição cultural e religiosa que marca a nossa vida e cidade. É notório que o Círio contagia a todos, claro que cada um a seu modo, fazendo parte de nosso "jeito de ser".

Reflito sobre isso neste tempo de proximidade do Natal para ver outra tradição cultural sendo "afogada" pela pós- modernidade e pela falta de aceitação do "sagrado". Eu me refiro à maneira como estamos recebendo os cumprimentos no final de ano. Em geral continuam vindo os votos de "Feliz Natal e Próspero Ano Novo" com as suas possíveis mudanças e adaptações, e algumas mudanças são interessantes para nossa reflexão.

Creio que você também já recebeu os votos de "Boas Festas e Feliz 2009". Essa frase, no passado costumava ser para aqueles que enviavam os seus cartões com atraso e sabiam que eles não chegariam a tempo do Natal. Hoje não é mais assim; já com muita antecedência recebemos os cumprimentos de final de ano, porém com a omissão do Natal.

Isso demonstra certa tradição cultural que começa a se impor entre nós e que tem muito a ver com a laicização de nossa sociedade. Há em curso um movimento de excluir toda manifestação religiosa de nosso povo do âmbito social para reduzi-lo (por enquanto) ao nível pessoal, além desse anti-cristianismo que tem aparecido em geral pela mídia e em outras manifestações.

O dia exato do nascimento de Jesus não consta das Escrituras e quando se tratou de comemorá-lo foi escolhido um dia que concentrava muita gente na antiga capital do império romano que comemorava o "dia do sol invicto", transformando-o no dia que nasceu a verdadeira luz da humanidade - Jesus Cristo!

A festa cristã prevaleceu na cultura romana e ocidental até os dias de hoje, quando essa data sempre nos recordou liturgicamente a festa do Mistério da Encarnação.

Porém, já há alguns anos temos visto que outra figura vai ocupando no Natal um lugar que não é seu, mas que serve para o consumismo e para aumentar as vendas, resolvendo assim as crises financeiras que sempre rondam o mercado e levando o povo a viver a partir daí as suas crises de fluxo de caixa para pagar as prestações contraídas nessa época.

Não bastasse que a "imitação (ou falsificação) americana" de São Nicolau fosse assumindo como figura principal do Natal, nós vemos aos poucos que também os cumprimentos natalinos vão sumindo de nossa tradição cultural desta época. Começamos a ver o reverso daquilo que os primeiros cristãos fizeram na antiga Roma quando iniciaram a celebrar o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro.

Uma tradição cultural se impõe quando aos poucos ela se torna majoritária e começa a ser um jeito de ser de um povo. As festas natalinas estão cheias de símbolos e sinais, muitos deles sem significado para nós, como é o caso da "neve", que até para parecer natal enfeitam nossa cidade tão quente com algodão para lembrar a neve, que nunca foi nossa paisagem, com gente que se reúne em torno de um "velhinho" muito agasalhado com roupas de lãs.

Agora, o outro indício são os cartões que chegam sem mencionar o Natal como importante em final de ano e em nossa vida. Claro que podem argumentar que Boas Festas podem supor também os cumprimentos natalinos - concordo que possa, mas a omissão da palavra Natal irá aos poucos colocar em desuso essa tradição. Não sei se isso será melhor ou pior para que celebremos bem a festa cristã em nossas comunidades. Mas se pensarmos que a fé que não se faz cultura não é plenamente vivida e anunciada, como lembrou João Paulo II, isso nos faz pensar.

Mas esses indícios podem encontrar outras tradições que nos ajudem a viver realmente o Natal como festa cristã que celebre realmente o Mistério da Encarnação e que dê sentido às festas do final de ano e ilumine os dias do ano vindouro. Basta tomarmos como exemplo a época do Círio: ali persistem as nossas tradições culturais e religiosas mesmo com todas as contradições que temos. Parece que agora no Natal estamos nos esquecendo do principal foco do "por que" comemoramos e vivemos esse tempo.

O Advento é o tempo de preparação para celebrarmos bem o Natal que foi engolido pela maneira de pensar e fazer a propaganda atual, mas subsiste em nossas comunidades, suscitando no coração de cada pessoa o grito de "vem, Senhor Jesus, vem nos salvar". Creio que é um bom momento de nossas comunidades darem esse testemunho de vigilância e espera e também demonstrar o verdadeiro sentido do Natal para o homem de hoje.

 

D. Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano

O USO DO VÉU NA MISSA TRIDENTINA

 

O véu cristão é um assunto muito sério, e não somente um que diz respeito a Lei Canônica, mas também o de 2 milênios de Tradição da Igreja --na qual se encontra na Tradição do Velho Testamento e nas admonições do Novo Testamento(1 Corinthians 11:1-7). De acordo com São Paulo, as mulheres usam o véu como sinal que Sua Gloria, (não da nossa) deve ser o foco de Adoração, como sinal de submissão à autoridade. É o reconhecimento e um sinal de se ter Deus e o marido (ou pai, de acordo com cada caso) como cabeças, é um sinal de respeito á presença dos Santos Anjos e da Liturgia Divina. Usando o véu, se reflete a ordem invisível divina; e fazem as mesmas visíveis. Isso São Paulo apresenta claramente como uma lei, uma que é a prática de toda Igreja.

A Tradição e lei do uso do véu não é uma questão de São Paulo ser influenciado por sua cultura, o véu é um símbolo que é tão relevante como a batina de um Padre ou um hábito de uma Irmã de Caridade. Repare também que Paulo não está de maneira alguma praticando a misoginia aqui. Ele nos assegura que, a mulher foi feita para a glória do homem, assim como o homem foi feito para a glória de Deus. O homem precisa da mulher, e a mulher do homem. Mas existem diferenças no papel de cada um, ambos iguais em dignidade --e tudo para a glória de Deus (e obviamente que devemos tratar um ao outro absolutamente igual na ordem da caridade!).

O véu é também um sinal do reconhecimento das diferentes funções de cada um. O véu é ainda sinal de modéstia e castidade. No tempo do Velho Testamento, descobrir a cabeça da mulher era visto como um jeito de humilhar ou punir adúlteras e mulheres que transgrediam a lei. (Num. 5:12-18, Isaias 3:16-17, Song of Solomon 5:7).

Pensamos agora no que mais era velado coberto no Antigo Testamento--o Santo Dos Santos!1. A primeira aliança, na verdade, teve regulamentos rituais e seu santuário terrestre. 2. Consistia numa tenda: a parte anterior encerrava o candelabro e a mesa com os pães da proposição; chamava-se Santo. 3. Atrás do segundo véu achava-se a parte chamada Santo dos Santos. 4. Aí estava o altar de ouro para os perfumes, e a Arca da Aliança coberta de ouro por todos os lados; dentro dela, a urna de ouro contendo o maná, a vara de Aarão que floresceu e as tábuas da aliança; 5. em cima da arca, os querubins da glória estendendo a sombra de suas asas sobre o propiciatório. Mas não é aqui o lugar de falarmos destas coisas pormenorizadamente. 6. Assim sendo, enquanto na primeira parte do tabernáculo entram continuamente os sacerdotes para desempenhar as funções, 7. no segundo entra apenas o sumo sacerdote, somente uma vez ao ano, e ainda levando consigo o sangue para oferecer pelos seus próprios pecados e pelos do povo. 8. Com o que significava o Espírito Santo que o caminho do Santo dos Santos ainda não estava livre, enquanto subsistisse o primeiro tabernáculo. (Hebreus 9:1-8)A Arca da Antiga Aliança era mantida no velado/coberto Santo dos Santos.E na missa, o que é muito velado até a hora do Ofertório?O Calice! --O Vaso aonde o Precioso Sangue de Cristo se encontra!E entre as Missas, o que é também velado? O "Ciborium" no Tabernáculo, aonde o Corpo de Cristo se encontra. Esses vasos de vida são velados porque são Santos!E quem é velada? Quem é toda Santa, Arca da Nova Aliança, o Vaso da Verdadeira Vida?Nossa Senhora! -- e ao vestirem o véu, imita-se Nossa Senhora e se afirmam como mulheres, como vasos de vida.FisheatersTransl. Brother Pius [V] T.O.S.D

Postado por Somos o apostolado FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO

 

O texto acima é apenas uma parte de um texto maior que pode ser lido no endereço abaixo:

http://missadesempre.blogspot.com/2007/02/vupodemos-desobedecer-o-apstolo-so_11.html

 

O pecado de Adão

PAPA BENTO XVI

 

 

 

 

AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

São Paulo (15)

Adão e Cristo: do pecado (original) à liberdade


Queridos irmãos e irmãs!


Detemo-nos na catequese de hoje sobre as relações entre Adão e Cristo, traçadas por São Paulo na conhecida página da Carta aos Romanos (5, 12-21), na qual ele entrega à Igreja as orientações essenciais da doutrina sobre o pecado original. Na realidade, já na primeira Carta aos Coríntios, tratando da fé na ressurreição, Paulo tinha introduzido o confronto entre o progenitor e Cristo: "Assim como todos morrem em Adão, assim também, em Cristo, todos serão vivificados... O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente: o último Adão é um espírito vivificante" (1 Cor 15, 22.45). Com Rm 5, 12-21 o confronto entre Cristo e Adão torna-se mais articulado e iluminador: Paulo repercorre a história da salvação de Adão até à Lei e dela até Cristo. No centro do cenário não se encontra tanto Adão com as consequências do pecado sobre a humanidade, quanto Jesus Cristo e a graça que, através d'Ele, foi derramada em abundância sobre a humanidade. A repetição do "muito mais" relativo a Cristo ressalta como o dom recebido n'Ele supera, em grande medida, o pecado de Adão e as consequências causadas sobre a humanidade, de modo que Paulo pode chegar à conclusão: "Onde, porém, abundou o pecado, superabundou a graça" (Rm 5, 20). Portanto, o confronto que Paulo traça entre Adão e Cristo põe em realce a inferioridade do primeiro homem em relação à prevalência do segundo.


Por outro lado, é precisamente para pôr em ressalto o dom incomensurável da graça, em Cristo, que Paulo menciona o pecado de Adão: dir-se-ia que se não tivesse sido para demonstrar a centralidade da graça, ele não teria demorado a tratar o pecado que, "por causa de um só homem, entrou no mundo e, com o pecado, a morte" (Rm 5, 12). Por isso, se na fé da Igreja maturou a consciência do dogma do pecado original foi porque ele está relacionado inseparavelmente com o outro dogma, o da salvação e da liberdade em Cristo. A consequência disto é que nunca deveríamos tratar o pecado de Adão e da humanidade separando-os do contexto salvífico, isto é, sem os incluir no horizonte da justificação em Cristo.


Mas como homens de hoje devemos perguntar-nos: o que é este pecado original? O que ensina São Paulo, o que ensina a Igreja? Ainda hoje se pode afirmar esta doutrina? Muitos pensam que, à luz da história da evolução, já não haveria lugar para a doutrina de um primeiro pecado, que depois se teria difundido em toda a história da humanidade. E, por conseguinte, também a questão da Redenção e do Redentor perderia o seu fundamento. Portanto, existe ou não o pecado original? Para poder responder devemos distinguir dois aspectos da doutrina sobre o pecado original. Existe um aspecto empírico, isto é, realidade concreta, visível, diria tangível para todos. E um aspecto mistérico, relativo ao fundamento ontológico deste facto. O dado empírico é que existe uma contradição no nosso ser. Por um lado, cada homem sabe que deve fazer o bem e intimamente até o quer fazer.

Mas, ao mesmo tempo, sente também o outro impulso para fazer o contrário, para seguir o caminho do egoísmo, da violência, para fazer só o que lhe apraz, mesmo sabendo que assim age contra o bem, contra Deus e contra o próximo. São Paulo na sua Carta aos Romanos expressou esta contradição no nosso ser assim: "Quero o bem, que está ao meu alcance, mas realizá-lo não. Efectivamente, o bem que quero, não o faço, mas o mal que não quero é que pratico" (7, 18-19). Esta contradição interior do nosso ser não é uma teoria. Cada um de nós a vive todos os dias. E sobretudo vemos sempre em nossa volta a prevalência desta segunda vontade. É suficiente pensar nas notícias quotidianas sobre injustiças, violência, mentira, luxúria. Vemo-lo todos os dias: é uma realidade.


Como consequência deste poder do mal nas nossas almas, desenvolveu-se na história um rio impuro, que envevena a geografia da história humana. O grande pensador francês Blaise Pascal falou de uma "segunda natureza", que se sobrepõe à nossa natureza originária, boa. Esta "segunda natureza" faz sobressair o mal como normal para o homem. Assim também a expressão habitual: "Isto é humano" pode querer dizer: este homem é bom, realmente age como deveria agir um homem. Mas "isto é humano" também pode significar falsidade: o mal é normal, é humano. O mal parece ter-se tornado uma segunda natureza. Esta contradição do ser humano, da nossa história deve provocar, e provoca também hoje, o desejo de redenção. E, na realidade, o desejo que o mundo seja mudado e a promessa que será criado um mundo de justiça, de paz, de bem, está presente em toda a parte: na política, por exemplo, todos falam desta necessidade de mudar o mundo, de criar um mundo mais justo. É precisamente esta a expressão do desejo que haja uma libertação da contradição que experimentamos em nós próprios.


Por conseguinte, o facto do poder do mal no coração humano e na história humana é inegável. A questão é: como se explica este mal? Na história do pensamento, prescindindo da fé cristã, existe um modelo principal de explicação, com diversas variações. Este modelo diz: o próprio ser é contraditório, tem em si quer o bem quer o mal.


E assim perguntamos de novo: o que diz a fé, testemunhada por São Paulo? Como primeiro ponto, ela confirma o facto da competição entre as duas naturezas, o facto deste mal cuja sombra pesa sobre toda a criação. Ouvimos o capítulo 7 da Carta aos Romanos, poderíamos acrescentar o capítulo 8. O mal simplesmente existe. Como explicação, em contraste com os dualismos e os monismos que consideramos brevemente e que achamos desoladores, a fé diz-nos: existem dois mistérios de luz e um mistério de trevas, que contudo está envolvido pelos mistérios de luz. O primeiro mistério de luz é este: a fé diz-nos que não existem dois princípios, um bom e um mau, mas há um só princípio, o Deus criador, e este princípio é bom, só bom, sem sombra de mal. E por isso também o ser não é uma mistura de bem e mal; o ser como tal é bom e por isso é bom ser, é bom viver. É esta a boa nova da fé: há apenas uma fonte boa, o Criador. E por isso viver é um bem, é bom ser um homem, uma mulher, a vida é boa. Depois segue-se um mistério de escuridão, de trevas. O mal não provém da fonte do próprio ser, não tem a mesma origem. O mal vem de uma liberdade criada, de uma liberdade abusada.


Como foi possível, como aconteceu? Isto permanece obscuro. O mal não é lógico. Só Deus e o bem são lógicos, são luz. O mal permanece misterioso. Apresentámo-lo com grandes imagens, como faz o capítulo 3 do Génesis, com aquela visão das duas árvores, da serpente, do homem pecador.
Uma grande imagem que nos faz adivinhar, mas não pode explicar quanto é em si mesmo ilógico.. Podemos adivinhar, não explicar; nem sequer o podemos contar como um facto ao lado do outro, porque é uma realidade mais profunda. Permanece um mistério de escuridão, de trevas. Mas acrescenta-se imediatamente um mistério de luz. O mal vem de uma fonte subordinada. Deus com a sua luz é mais forte. E por isso o mal pode ser superado. Portanto a criatura, o homem, é curável. As visões dualistas, também o monismo do evolucionismo, não podem dizer que o homem é curável; mas se o mal só vem de uma fonte subordinada, é uma verdade que o homem é curável.E o livro da Sabedoria diz: "São salutares as criaturas do mundo" (1, 14 vulg). E finalmente, último aspecto, o homem não é só curável, de facto está curado. Deus introduziu a cura. Entrou pessoalmente na história. Opôs à fonte permanente do mal uma fonte de bem puro. Cristo crucificado e ressuscitado, novo Adão, opõe ao rio impuro do mal um rio de luz. E este rio está presente na história: vejamos os santos, os grandes santos mas também os santos humildes, os simples fiéis. Vemos que o rio de luz que provém de Cristo está presente, é forte.


Irmãos e irmãs, é tempo de Advento. Na linguagem da Igreja a palavra Advento tem dois significados: presença e expectativa. Presença: a luz está presente, Cristo é o novo Adão, está connosco e no meio de nós. Já resplandece a luz e devemos abrir os olhos do coração para ver a luz e para nos introduzirmos no rio da luz. Estar sobretudo gratos pelo facto de que o próprio Deus entrou na história como nova fonte de bem. Mas Advento significa também expectativa. A noite escura do mal ainda é forte. E por isso rezemos no Advento com o antigo povo de Deus: "Rorate caeli desuper". E rezemos com insistência: vem Jesus, dá força à luz e ao bem; vem onde dominam a mentira, a ignorância de Deus, a violência, a injustiça, vem, Senhor Jesus, dá força ao bem no mundo e ajuda-nos a ser portadores da tua luz, artífices da paz, testemunhas da verdade. Vem Senhor Jesus.

[destaques são da Montfort]

 

Para citar este texto:

 

Papa Bento XVI

- "Adão e Cristo: do pecado (original) à liberdade"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=citacoes&artigo=adao-cristo-pecado-liberdade&lang=bra
Online, 12/12/2008 às 11:38h

 

12 de DEZEMBRO - NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

Por volta de 1531, os missionários espanhóis haviam já aprendido a língua dos indígenas para fins de evangelização. Conforme a antiga tradição, foi justamente nesse ano que a Virgem Mãe de Deus apareceu ao recém convertido Juan Diego (João Diogo, em Português), um piedoso índio, na colina de Tepeyac, perto da capital do México. Com muita afabilidade o exortou a ir ter com o Bispo e pedir-lhe que nesse lugar erguessem um Santuário em sua honra. O Bispo da diocese, Dom Frei João de Zumárraga retardou a resposta a fim de averiguar, cuidadosamente, o que tinha acontecido. Quando Juan, movido por uma segunda aparição e nova insistência da Santíssima Virgem, renovou as suas súplicas, entre lágrimas, ordenou-lhe o bispo que pedisse um sinal que comprovasse de que a ordem vinha realmente da grande Mãe de Deus.
Vindo Juan, certo dia, de um lugar mais distante, por um caminho que não passa pela colina de Tepeyac e dirigindo-se à capital, à procura de um sacerdote que administrasse os últimos sacramentos ao tio moribundo, a Virgem veio ao seu encontro, pela terceira vez, e consolou-o com a notícia do completo restabelecimento do tio, colocando-lhe no manto estendido belíssimas flores que haviam desabrochado há pouco tempo, apesar da esterilidade do terreno e do inverno: "Escuta, meu filho, não temas; não fiques preocupado ou assustado; não tens que temer essa doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui ao teu lado? Eu sou a Mãe dadivosa. Não te escolhi para mim e não te tomei ao meu cuidado? Não permitas que nada te aflija ou perturbe. Quanto à doença do teu tio, não é mortal. Acredita: agora mesmo ficará curado."
Ao ouvir estas palavras, o piedoso vidente voltou a renovar o seu oferecimento para levar o sinal ao Bispo.
A SS. Virgem mandou-o ao lugar onde a tinha visto pela primeira vez, dizendo-lhe que lá encontraria uma grande variedade de flores. Que as colhesse e as trouxesse.
Subiu Juan Diego ao alto da colina. No frio mês de Dezembro, naquela terra árida e rochosa, onde nem vegetação havia, tinham brotado abundantes rosas de cor e perfume maravilhosos. Nossa Senhora colocou-as no "poncho" (manta com um buraco no meio por onde enfiavam a cabeça) e mandou levá-las ao Bispo que com este sinal se havia de convencer.

Juan Diego obedeceu e, ao despejar as flores perante o Bispo, apareceu uma linda pintura de Nossa Senhora tal como ela se mostrara na colina perto da cidade. O bispo acompanhou Juan ao local designado por Nossa Senhora e depois foi ver o tio dele, já curado. Este, ouvindo descrever a Senhora, assentiu sorrindo: "Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou-me. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac. Disse que sua imagem seria chamada Santa Maria de Guadalupe, embora não tenha explicado o porquê."

A fama do milagre espalhou-se rapidamente por todo o território. Os cidadãos, profundamente impressionados por tão grande prodígio, procuraram guardar respeitosamente a santa Imagem na capela do paço episcopal. Mais tarde, após várias construções e ampliações, chegou-se ao magnífico templo actual. De toda a parte e não só do México, acorrem os homens à Senhora de Guadalupe.

Em 1754, escrevia o Papa Bento XIV: "Nela tudo é milagroso: uma imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros; uma Imagem estampada num tecido tão transparente que se pode ver através dele facilmente o povo e a nave da Igreja: uma imagem em nada deteriorada, nem no seu supremo encanto, nem na nitidez das cores, pelas emanações da humidade do lago vizinho que já corroeram a prata, o ouro e o bronze... Deus não procedeu assim com nenhuma outra nação."

Em outros santuários marianos, a fé move os devotos, mas em Guadalupe a celestial visão nunca cessa. Junto a essa presença maternal, ninguém se sente como um filho culpado de Adão; cada qual experimenta a inocente simplicidade e o doce aconchego de um filho amoroso.

Homilia Frei Nestor

"Caríssimos, vivendo nessa esperança, esforçai-vos para que Ele vos encontre numa vida pura, sem mancha e em paz." 2 Pedro 5,14

+

Estamos vivendo a preparação para o natal, todos os dias o evangelho fala disso, mas hoje S. Pedro na segunda leitura nos fala duma outra preparação. Pedro, escrevendo muito mais tarde, depois que Jesus nasceu, morreu, ressuscitou e foi para o céu, esta falando da segunda vinda de Jesus no fim do mundo ou no fim de nossa vida neste mundo - o que vier primeiro. São então duas vindas, e duas preparações a fazer, complica as coisas? Não, porque a escritura recomenda a mesma preparação para as duas vindas. " Esforçai vos para que Ele vos encontra numa vida pura e sem mancha e em paz."

Uma vida pura? Quer dizer que agora estamos vivendo afastado das ocasiões que nos levaram ao pecado no passado, não queremos mais aquilo, certas leituras, programas de TV ou mesmo pessoas que no passado nos levaram ao pecado.

Sem mancha? Sim, com nossos pecados passados todos arrependidos e bem confessados, desaparecidos mesmo.

Em paz? Não podemos estar em paz se tivermos ainda pecados - mas sem pecados e decididos não mais ofender nem Deus nem o próximo, estaremos em paz.

E estão vivendo assim agora? Se ainda não, temos um pouco de tempo ainda para preparar melhor pelo Natal, mas lembrando que a escritura diz que Ele vem como ladrão de noite quando menos espera, é melhor fazer a sua conversão hoje mesmo, não espera pela manhã, pois nenhum de nós pode se prometer um outro amanhecer - Ele pode chamar esta noite. Amem

Palestra sobre a Bíblia - Download

Palestra sobre a estrutura da Bíblia. Para baixar clique aqui ou na figura.

Palavras de Dom Orani

ACOLHAMOS O PRÍNCIPE DA PAZ

 

Nestes domingos, além da experiência da bela espiritualidade do Advento, estamos também vivenciando a Campanha pela Evangelização.

Essa campanha se iniciou no domingo de Cristo Rei, último domingo do ano litúrgico, e se estende pelos três domingos do Advento. Textos, folhetos, reflexões são feitas a cada domingo para esclarecer a importância de vivermos a Campanha pela Evangelização.

No terceiro domingo do Advento, neste ano nos dias 13 e 14 de dezembro, temos também a Coleta pela Evangelização. Esta coleta é destinada ao trabalho de evangelização da Igreja, principalmente para os trabalhos pastorais que acontecem e são necessários em nossas comunidades.

Cada ano os responsáveis por essa campanha escolhem um tema. Neste ano foi escolhido o lema: "Acolhamos o Príncipe da Paz! Esse tema procura "estar em sintonia com a Campanha da Fraternidade do próximo ano, cujo lema será "A Paz é fruto da Justiça", e com a Campanha Missionária, cujo lema será "Missão a serviço da paz e justiça".

Com o Advento iniciamos um novo ano litúrgico, e é por isso que os temas do próximo ano começam a se sintonizar com o da Campanha da Fraternidade. Como todos sabem, os demais temas durante o ano também estarão nessa mesma sintonia.

Iniciamos, portanto, o novo ano litúrgico com o apelo na Campanha para a Evangelização, convidando todos a abrir o coração para acolher o Cristo, que veio habitar no meio de nos - Ele que é o Príncipe da Paz!

Tudo isso deve ser uma motivação para que cada um de nós acolha Cristo, nosso Salvador e Senhor, para que possamos anunciá-Lo aos demais irmãos e irmãs.

Com essa campanha logo no início do ano litúrgico somos convidados a superar a mentalidade individualista e subjetivista que costuma pensar só em suas coisas e seus problemas, abrindo-nos às preocupações mais solidárias e universais da Igreja. A Igreja é mistério de comunhão, de unidade e necessitamos aprender esse caminho.

Superando o fechamento de cada comunidade em si mesma, de cada pessoa em seus próprios problemas, o desafio que essa Campanha nos coloca é justamente esse: preocupar-se com os outros e com a comunidade na missão evangelizadora que deve chegar aos últimos e mais necessitados.

Chegou o momento de darmos testemunho do amor à Igreja, principalmente à sua missão. Soou a hora da experiência, como Igreja solidária e do pensamento mais aberto e fraterno, estar preocupada com as grandes missões e os desafios da Igreja hoje. Nós sabemos que quanto mais estivermos evangelizados e animados na missão, mais estes gestos se tornarão familiares.

A porcentagem da coleta que permanece em nossa Arquidiocese é totalmente entregue para um fundo que custeia as atividades da coordenação de pastoral durante um ano todo. Daí vem a necessidade de sermos bem generosos e conscientes de nossa missão. Ao anunciar e testemunhar com "liberdade e coragem a Boa Nova de Jesus Cristo, a Igreja confia, antes de tudo, na ação soberana do Espírito Santo e na força da Palavra de Deus". "Não exclui, porém, o uso de recursos econômicos, cuja fonte deve ser, sobretudo, o próprio povo de Deus".

A coleta do próximo domingo será compartilhada entre a CNBB, os Regionais e as Dioceses, Arquidioceses e Prelazias para a execução de suas atividades pastorais.

É fora de dúvida que o resultado dessa coleta depende - e muito - da motivação de cada um e da preocupação com (toda) a Igreja como um todo, e a necessidade de trabalharmos ainda mais na evangelização.

Eis, portanto, uma campanha para motivar-nos para um bom trabalho de evangelização acolhendo o Deus da Paz, logo no início do ano novo litúrgico, e a coleta para que essa motivação não seja apenas teoria, mas bem concreta na ajuda, a fim de que tenhamos como prover estas necessidades evangelizadoras.

Aqui vai o nosso apelo para o coração de cada um nesta campanha e coleta para a evangelização, e a coragem de continuar com ânimo elevado na missão que é de todos nós, e que aqui em nossa cidade recebeu o nome de "Belém em Missão".

Com uma bênção especial a todos!

 

D. Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano

 

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
Encontro de Estudo



Estudos sobre Liturgia e a Missa
Nos dias de 18 a 21 de agosto de 2010, nosso grupo de estudo católico estará realizando, aqui em belém, um encontro com o Padre Almir de Andrade, Seminaristas do IBP que estarão em visita a Belém e professor Alberto Zuchi, cujo o tema será o Motu Proprio "Summorum Pontificum" e a Missa Antiga. Os encontros serão sempre das 19 ás 21 horas. No ultimo dia do encontro, será celebrada a Santa Missa na forma extraordinária por nosso arcebispo metropolitano Dom Alberto Taveira. Para participar envie-nos um comentário que entraremos em contato. As vagas são limitadas.
 
Visitante número: