PROCURA-SE

A equipe de apoio e estudo da Missa Tridentina procura por voluntários que possam ajudar com os Cantos Gregorianos. Já possuimos as músicas em partituras, mas precisamos de alguém que possa lê-las e cantá-las em nossas celebrações, ou ensaiar um pequeno grupo. Nosso objetivo é poder realizar a Missa Solene do Natal já com os cantos gregorianos. Se você é católico, estuda música e tem facilidade com o latim, por favor, participe conosco. 

Contatos através do e-maisl: par@magazan.com.br

ou pelo fone (91) 8119.8313

SANTA MISSA TRIDENTINA

A manhã deste domingo, dia 30 de junho, foi uma manhã abençoada. Um expressivo número de fiéis se dirigiu até a Capela do Colégio Gentil Bittencourt para participar da primeira celebração oficial da Santa Missa Tridentina em Belém, de acordo com o Rito São Pio V. Adultos, jovens e até crianças se uniram na mesma fé e desejo de honrar a Deus desta forma tão digna. Alguns se surpreenderam com os momentos do silêncio orante e oração contemplativa, mas ao fim, entenderam a grandeza destes momentos de respeito e adoração ao Senhor. 

As celebrações serão regulares, todos os domingos às 11 horas da manhã, sempre no Colégio Gentil.

O site "Missa Tridentina" já noticiou esta boa-nova para todo o Brasil e inclui nossa capital na lista de Locais no Brasil onde são celebradas as Missas Tridentinas. Para acompanhar, basta clicar no link ou na imagem abaixo:

www.missatridentina.com.br  

ANIVERSÁRIO

Irmã Oneide, Frei Juraci, Irmã Leocádia e Irmã Vânia

A querida IRMÃ LEOCÁDIA será a aniversariante do próximo dia 08 de novembro. Para marcar seus 80 anos com bênçãos e alegrias, as freirinhas do Colégio Sta. Rosa já organizaram a Missa em Ação de Graças, que será celebrada por Frei Francisco Aparecido, amigo muito querido da homenageada e que vem de São Paulo especialmente para este momento. Na foto acima, Frei Juraci saúda as Irmãs Filhas de Sant'Ana.

Por sinal, a Equipe do BLOG aproveita para agradecer às Irmãs pelo apoio dado nas Celebrações da Missa Tridentina, especialmente à Irmã Oneide, Irmã Vânia, Irmã Leocádia, Irmã Camila e às noviças. Deus as ajude em sua vocação e santificação. 

COLÉGIO CATÓLICO EXEMPLAR: O GENTIL BITTENCOURT

 

SERVINDO, AMANDO E EDUCANDO



HISTÓRICO

As atividades do Colégio Gentil Bittencourt tiveram início em 10 de junho de 1804, por iniciativa do 7º Bispo do Pará, D. Manoel de Almeida Carvalho. Em 02 de novembro de 1851, com a promulgação da Lei 205. O governo se responsabilizou pela manutenção do asilo com a denominação de “Colégio Nossa Senhora do Amparo”, em 1865 o presidente da província Dr. José Paes de Carvalho decretou a mudança da denominação Colégio Nossa Senhora do Amparo para o de “Instituto Gentil Bittencourt” em homenagem ao Dr. Gentil Augusto de Morais Bittencourt em serviços prestados a causa pública no cargo de vice-governador. Mais de um século decorrido, ao iniciar o governo, o Dr. Augusto Montenegro, vendo que as condições do prédio da rua Santo Antônio eram precárias, resolveu concluir o edifício, já começado, na estrada da Independência, desde 1895, pelo competente construtor Felinto Santoro, arquiteto italiano.

Através da lei nº 946, de 9 de outubro de 1906, o Governador foi autorizado a dar nova organização ao Instituto. A 21 de novembro de 1905, pelo decreto 1405, o Governador aumentou o número de alunos para 200 (podendo ser aumentado se o Congresso o deliberar) e entregou a administração interna do Instituto, a Congregação das Filhas de Sant’Ana. As primeiras religiosas foram: Sor Ana de Jesus Bosio, Sor Ana Modesta Baldeni e Sor Juliana Croci.

A 26 de junho de 1906, após a celebração da Santa Missa, inaugurou-se solenemente o Edifício onde funcionou o Instituto, sendo Governador o Dr. Augusto Montenegro.

Em 1957, o Sr. Governador Joaquim Cardoso de Magalhães Barata fez a ver a Superiora Sor Ana Carmelina da Silva Borges e a Diretora Sor Ana Maria Alice de Albuquerque e Mello sua intenção de transferir as educandas pobres para o Orfanato Antônio Lemos, o que se deu a 27 de fevereiro de 1858, por meio de Of420.

O Colégio Gentil Bittencourt, com o estabelecimento de ensino moderno, possui atualmente os seguintes cursos: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Em 1963, com o falecimento de Sr. Ana Irene Campos, foi designada para superiora a então diretora Sor Ana Maria Alice, permanecendo até 1968, quando foi substituída pela Irmã Sor Ana Letícia Brochado Caminha.

Em 1969, Sor Ana Maria Custódia, que permaneceu até 1972. A partir de 1972 o Colégio ficou sendo misto. Em 1973 assumiu a Direção do Colégio a Irmã Ana Clemenes Melo, acumulando as funções de Superiora e Diretora. Em 1986 foi substituída pela Irmã Ana Oneide Oliveira Nepomuceno no cargo de Diretora.

Em 1983 a 1990, a Irmã Ana Oneide passa a ser Diretora e Superiora da Obra Educativa e efetuou em 1994, conforme resoluções do Conselho Estadual de Educação (CEE), uma reformulação na grade do Magistério, dando mais ênfase à formulação do profissional, tornando-o 1º ano básico para todas as áreas.

Desde o ano de 1992 teve início a informatização dos serviços, tesouraria, secretaria e modernização de máquinas de mecanografia. O Colégio Gentil Bittencourt tem-se destacado na formação de seus alunos que adquirem um elevado nível cultural, desportivo e religioso. Seu corpo docente é constituído de professores de conceituado prestígio no setor educacional.

Hoje o Colégio possui um excelente Ginásio de Esportes, funcionando diariamente com as seguintes modalidades: Dança (clássica), Futebol, Ginástica Rítmica, Voleibol, Handebol, karatê e uma piscina para Natação infantil e semi-olímpica.

A partir de 1996, o Colégio Gentil introduziu em sua grade curricular o Curso de Informática. Atualmente, o jovem Gentil com seus 196 anos, continua crescendo em todas as áreas, com tecnologia educacional de última geração, proporcionando aos seus alunos uma maior interação com os recursos do mundo moderno, contribuindo de maneira significativa para a chegada do milênio. Caminhando junto com novas tecnologias, a partir do ano 2000, o Colégio Gentil passa a ser Escola 24 horas, utilizando todos os recursos da Internet, reforçando o elo entre pais, alunos e professores.

Agora em 2008 o Colégio Gentil Bittencourt está atualizando seu parque tecnológico, os dois laboratórios terão maquinas modernas e atualizadas

EQUIPE

Superiora:

Ir. Ana Nair Alves da Nóbrega

 

Diretora:
Ir. Ana Jozèfa Alves Xavier

Coordenação Geral:
Maria Helena Brito Fonseca

Fonte: http://www.gentilbittencourt.com.br/nosso_colegio.asp

MISSA TRIDENTINA EM BELÉM

É com imensa alegria que convidamos nossos fiéis leitores para participarem da Santa Missa Tridentina em Belém. Em todo o Brasil, atendendo ao clamor do Santo Padre o Papa Bento XVI, muitas cidades já possuem celebrações no Rito de São Pio V. A partir do dia 30 de novembro, Início do Ano Litúrgico, nossa capital paraense, com as bênçãos da padroeira Nossa Senhora de Nazaré, une-se às demais cidades nesta maravilhosa devoção.

Um pequeno grupo de católicos, orientados por Frei Nestor Windolph, ofm, vêm se preparando há quase um ano para este momento sublime. Desde o início, o apoio das Irmãs Filhas de Sant'Ana foi fundamental, cedendo gentilmente a Capelinha do Colégio Santa Rosa para os ensaios. Agora, elas oferecem a bela Capela do Colégio Gentil Bittencourt para sediar todos os domingos, às 11 horas da manhã, a celebração da Santa Missa Tridentina. Deus as abençôe sempre por sua generosidade! 

Nossos agradecimentos e louvor a Deus, para quem nada é impossível e à Maria Sempre Virgem que esteve ao nosso lado em cada pequeno passo dado. Finalmente chegou a hora de dizermos: "Introibo ad altare Dei: Ad Deum qui laetificat juventutem mea"

Anote e Participe:

MISSA TRIDENTINA EM BELÉM

Celebrante: Frei Nestor Windolph, ofm

Local: Capela do Colégio Gentil Bittencourt

Endereço: Av. Magalhães Barata, 137

Nazaré - FONE: 3222-7120 CEP:66040-170

Todos os domingos, às 11 horas da manhã

 

Padre Pio e a reforma liturgica

Padre Pio e o "aggiornamento"

Um aspecto pouco conhecido da santidade de Padre Pio: a sua recusa clara e nítida da reforma litúrgica e do “aggiornamento” do Concílio Vaticano II

Publicamos a seguir um extrato do artigo do frei João, capuchinho de Morgon, França (artigo publicado na Carta aos amigos de São Francisco, nº 17, de 2 de fevereiro de 1999)

Modelo de respeito e de submissão a seus superiores eclesiásticos e religiosos, em particular por ocasião das perseguições contra ele próprio, o Padre Pio de Pietrelcina não podia ficar mudo ante um desafio nefasto à Igreja.

Antes mesmo do fim do concílio, em fevereiro de 1965, anunciaram-lhe que seria preciso em breve celebrar a missa segundo um novo rito “ad experimentum”, em língua vulgar, e elaborado por uma comissão litúrgica conciliar para responder às aspirações do homem moderno.

Antes mesmo de ter o seu texto sob os olhos, escreveu imediatamente a Paulo VI, pedindo-lhe fosse dispensado dessa experiência litúrgica e pudesse continuar a celebrar a Missa de São Pio V.

Tendo-se o cardeal Bacci deslocado para lhe levar esta autorização, Padre Pio deixou escapar esta queixa para o enviado do Papa: “O Concilio, por piedade, acabai com ele depressa!”

No mesmo ano, na euforia conciliar que prometia uma “nova primavera” para a Igreja e para o mundo, confiava a um de seus filhos espirituais: “Rezemos nesta época de trevas. Façamos penitência pelos eleitos.” E sobretudo por aquele que deve ser o supremo pastor da Igreja católica: toda a sua vida ele “se imolará” pelo Papa reinante, cuja fotografia figurará sempre entre as raras imagens da sua cela.

Quão significativas outras cenas: estas reações em face do “aggiornamento” que as ordens religiosas assimilaram no dia seguinte ao Vaticano II (citações extraídas duma obra munida de Imprimatur):

“O Padre Geral (dos franciscanos) veio de Roma antes do capítulo especial para as constituições, em 1966, para pedir ao Padre Pio orações e bênçãos. Encontrou o Padre Pio no corredor do convento: ‘Padre, vim para vos recomendar o capítulo especial para as novas constituições...’ Apenas ouviu “capítulo especial”, Padre Pio fez um gesto violento e gritou: ‘Não são senão parlapatices e ruínas!’ — ‘Mas que quereis, Padre? As novas gerações... os jovens evoluem à sua maneira... há novas exigências...’ — ‘É o cérebro e o coração que faltam, eis tudo, a inteligência e o amor’.”

Em seguida avançou para a sua cela, deu meia-volta, e apontou o dedo dizendo: “Não nos desnaturemos, não nos desnaturemos! Quando Deus nos julgar, São Francisco não nos reconhecerá como filhos!”

Um ano depois, a mesma cena para o “aggiornamento” dos capuchinhos: “Um dia, confrades discutiam com o Padre Definidor Geral sobre a Ordem, quando o Padre Pio, tomando uma atitude espantosa, se pôs a gritar ao mesmo tempo que fixava o olhar longe: “Mas que estais prestes a fazer em Roma? Que combinais vós? Quereis mesmo mudar a Regra de São Francisco!” E o Definidor diz: “Padre, propõem-se estas mudanças, porque os jovens nada querem saber da tonsura, do hábito, dos pés descalços...” — “Expulsai-os! Expulsai-os! Mas quê? São eles que vão fazer um favor a São Francisco ao tomar o hábito e ao seguir o seu modo de vida, ou é antes São Francisco que lhes faz um grande dom?”

Se se considera que o Padre Pio foi um verdadeiro alter Christus, que toda a sua pessoa, corpo e alma, foi tão perfeitamente conforme quanto possível à de Jesus Cristo, esta recusa nítida das inovações da Missa e do "aggiornamento” deve ser para nós uma lição que reter.

É também notável que o Bom Deus tenha querido lembrar-se dele, seu fiel servidor, pouco tempo antes da imposição implacável das reformas do Concílio no seio da Igreja e da ordem capuchinha. E que Katarina Tangari, uma das suas filhas espirituais mais privilegiadas, tenha apoiado tão admiravelmente os padres de Ecône (seminário fundado por D. Marcel Lefebvre) até à sua morte, um ano após as sagrações episcopais.

E Padre Pio ainda era menos complacente em face da ordem — ou antes da desordem — social e política: “confusão de idéias e reino dos ladrões” (em 1966). Profetizou que os comunistas chegariam ao poder “por surpresa, sem desfechar golpe... Nós nos daremos conta disso da noite para o dia”. Chegou a precisar até, a Monsenhor Piccinelli, que a bandeira vermelha flutuaria sobre o Vaticano, “mas isso passará”.

Ainda aqui a sua conclusão coincide com a da Rainha dos Profetas: “Mas por fim o meu Coração Imaculado triunfará!” Como? Pela onipotência divina, certamente, mas provocada pelas duas grandes forças do homem: a oração e a penitência.

Foi a grande lição que Nossa Senhora nos quis lembrar com insistência, em Fátima, no princípio deste século: Deus quer salvar o mundo pela devoção ao Coração Imaculado de Maria, e não há nenhum problema, material ou espiritual, nacional ou internacional, que não possa ser resolvido pelo Santo Rosário e pelos sacrifícios.” (negritos e sublinhado meus).

Retirado de:
http://www.santotomas.com.br/missa/pioaggiornamento.asp

Orações do Cristão

SINAL-DA-CRUZ

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

OFERECIMENTO DO DIA

Divino Coração de Jesus, eu vos ofereço, por meio de Maria, todas as orações, ações, alegrias e sofrimentos deste dia, em reparação dos meus pecados e pela salvação de todas as pessoas. Que a graça de Deus me acompanhe hoje e sempre. Amém.

CREIO-EM-DEUS-PAI

Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

PAI-NOSSO

Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; e perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis cair em tentação. Mas livrai-nos do mal. Amém.

AVE-MARIA

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

GLÓRIA-AO-PAI

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém.

AO ANJO DA GUARDA

Anjo de Deus que sois a minha guarda, a quem fui confiado por celestial piedade, iluminai-me, guardai-me, regei-me, governai-me. Amém.

SALVE-RAINHA

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

ATO DE FÉ

Eu creio firmemente que há um só Deus, em três pessoas realmente distintas, Pai, Filho, Espirito

Santo; que dá o céu aos bons e o inferno aos maus, para sempre. Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar, e que ao terceiro dia ressuscitou. Creio tudo o mais que crê e ensina a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, porque Deus, verdade infalível lho revelou. E nesta crença quero viver e morrer.

ATO DE ESPERANÇA

Eu espero, meu Deus, com firme confiança, que pelos merecimentos de meu Senhor Jesus Cristo me dareis a salvação eterna e as graças necessárias para consegui-Ia, porque vós, sumamente bom e poderoso, o haveis prometido a quem observar fielmente os vossos mandamentos, como eu proponho fazer com o vosso auxílio.

ATO DE CARIDADE

Eu vos amo, meu Deus, de todo o meu coração e sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e amável, e antes quero perder tudo que vos ofender. Por amor de vós amo meu próximo como a mim mesmo.

PEQUENO ATO DE CONTRIÇÃO

Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração de vos ter ofendido, porque sois bom e amável. Prometo, com a vossa graça, nunca mais pecar. Meu Jesus, misericórdia!

Ó MEU DEUS, MISERICÓRDIA

Ó Deus, tende piedade de mim conforme a vossa misericórdia; no vosso grande amor apagai me pecado. Criai em mim, ó Deus, um coração puro, renovai em mim um espírito resoluto.

(Extraído do Salmo 51/50)

MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS

Os mandamentos da lei de Deus são dez

1-Amar a Deus sobre todas as coisas.

2-Não falar seu santo nome em vão.

3-Guardar os domingos e festas.
4-Honrar pai e mãe.

5-Não matar.

6-Não pecar contra a castidade.

7-Não furtar.

8-Não levantar falso testemunho.

9-Não desejar a mulher do próximo.

10-Não cobiçar as coisas alheias.

MANDAMENTOS DA IGREJA

Os mandamentos da Igreja são cinco:

1-Participar da missa aos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho.

2-Confessar-se ao menos uma vez cada ano.

3-Receber o sacramento da Eucaristia pelo menos por ocasião da Páscoa da Ressurreição.

4-Jejuar e abster-se de carne, nos dias em que a Igreja determina.

5-Pagar o dízimo segundo o costume.

OS SACRAMENTOS

Os sacramentos instituídos por jesus Cristo são sete:

1. Batismo

2. Confirmação

3. Eucaristia

4. Penitência ou Confissão

5. Unção dos Enfermos

6. Ordem

7. Matrimônio

OBRAS DE JUSTIÇA OU DE MISERICORDIA

As obras de misericórdia são as seguintes:

1ºDar de comer a quem tem fome.

2ºDar de beber a quem tem sede.

3ºVisitar os enfermos e encarcerados.

4ºVestir os nus.

5ºDar pousada aos peregrinos

6ºInstruir os menos esclarecidos.

7ºSuportar pacientemente as imperfeições alheias.

OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

1.Sabedoria

2.Entendimento

3.Conselho

4.Piedade

5.Fortaleza

6.Ciência

7.Temor a Deus

OS VÍCIOS CAPITAIS

1.Soberba

2.Avareza

3.Luxúria

4.Ira

5.Gula

6.Inveja

7.Preguiça

PREPARAÇÃO PARA A CONFISSÃO

Senhor Jesus, aqui estou, diante de vós, para vos pedir a graça de preparar-me bem para a confissão. Fazei-me lembrar todos os meus pecados. Estou arrependido e desejo confessá-los com toda a sinceridade para obter o perdão. Prometo, com a vossa graça, ser melhor, daqui por diante.

EXAME DE CONSCIÊNCIA

Antes de me apresentar ao sacerdote para receber a absolvição dos meus pecados, faço o exame de consciência e vou pensar:

Em relação a Deus: Como foi o meu amor a Deus? Amei-o de todo o coração e sobre todas as coisas?

Em relação ao meu próximo: Amei e respeitei as outras pessoas? Meus pais, pessoas que cuidaram de mim, vizinhos, professores, amigos, conhecidos...

Em relação a mim mesmo(a): Amei e respeitei o meu corpo que é templo da Santíssima Trindade? Fui sincero(a), honesto(a), tratei com respeito todas as pessoas que se aproximaram de mim

CONFISSÃO

Ao me apresentar ao sacerdote ele diz: "O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que confesses bem todos os teus pecados. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

Fazendo o sinal-da-cruz, respondo: Amém!

Depois de dizer os pecados, ouço com atenção os conselhos do sacerdote, rezo o que ele me sugerir e agradeço a Deus por ter me perdoado.

Obrigado, Senhor Jesus! Tivestes misericórdia de mim e perdoastes os meus pecados. Prometo-vos empregar novamente todas as minhas forças para não mais vos ofender, sobretudo na pessoa do meu próximo. Dai-me a graça de cumprir o que estou prometendo neste momento e muitas forças para ser fiel.

ORAÇÃO A JESUS CRUCIFICADO

(Alma de Cristo)

Alma de Cristo, santificai-me.

Corpo de Cristo, salvai-me.

Sangue de Cristo, inebriai-me.

Agua do lado de Cristo, lavai-me.

Paixão de Cristo, confortai-me.

O bom Jesus, ouvi-me.

Dentro de vossas chagas, escondei-me.

Não permitais que eu me afaste de vós.

Do espírito maligno, defendei-me.

Na hora da minha morte, chamai-me e mandai-me ir para vós, para que com os vossos santos vos louve por todos os séculos dos séculos. Amém.

LADAINHA DE NOSSA SENHORA

Senhor, tende piedade de nós

Jesus Cristo, "

Senhor, "

Jesus Cristo, ouvi-nos

Jesus Cristo, atendei-nos

Deus Pai do céu, tende piedade de nós Deus Filho,

Redentor do mundo, "

Deus Espírito Santo, "

Santíssima Trindade, tende piedade de nós Deus Filho,

que sois um só Deus, "

Santa Maria rogai por nós

Santa Mãe de Deus, "

Santa Virgem das virgens, "

Mãe de Jesus Cristo, "

Mãe da divina graça, "

Mãe puríssima, "

Mãe castíssima, "

Mãe imaculada, "

Mãe amávei, "

Mãe admirável, "

Mãe do bom conselho, rogai por nos

Mãe do Criador, "

Mãe do Salvador, "

Mãe da Igreja, "

Virgem prudentíssima, "

Virgem venerável, "

Virgem louvável, "

Mãe intacta, "

Virgem poderosa, "

Virgem benigna, "

Virgem fiel, "

Espelho de justiça, "

Sede da sabedoria, "

Causa de nossa alegria, "

Vaso espiritual "

Vaso honorifico, "

Vaso insigne de devoção, "

Rosa mística, "

Torre de Davi, "

Torre de marfim, "

Casa de ouro, "

Arca da aliança, "

Porta do céu, "

Estrela da manhã, "

Saúde dos enfermos, "

Refúgio dos pecadores, rogai por nós

Consoladora dos aflitos, "

Auxílio dos cristãos, "

Rainha dos anjos, "

Rainha dos patriarcas, "

Rainha dos profetas, "

Rainha dos apóstolos "

Rainha dos mártires, "

Rainha dos confessores, "

Rainha das virgens, "

Rainha de todos os santos, "

Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós

Rainha assunta ao céu, "

Rainha do santo rosário "

Rainha da paz, "

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos,

Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

- Rogai por nós, santa Mãe de Deus.

- Para que sejamos dignos das oromessas de Cristo.

Oração

Suplicantes vos rogamos, Senhor Deus, que concedais a vossos servos gozar sempre saúde do corpo e da alma e que, pela intercessão gloriosa da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos a eterna alegria, por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Lembrai-vos

(São Bernardo de Claraval, séc. XII)

Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que nenhum daqueles que têm recorrido a vossa proteção, implorado a vossa assistência e reclamado o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado, eu, de igual confiança, a vós, ó Virgem dentre todas, singular, como a uma mãe recorro e de vós me valho, e, gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro a vossos pés.

Não desprezeis as minhas súplicas, ó mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que vos rogo. Amém!

AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus remonta ao século XI e teve propagadores místicos como são Bernardo, são Anselmo, são Boaventura. Seu fundamento está no ato de consagração (reconhecimento da soberania de Jesus e entrega absoluta a sua ternura e misericórdia) e na reparação (Comunhão reparadora e Hora Santa). No dia 9 de junho de 1899, Leão XIII consagrou o mundo inteiro ao Sagrado Coração de Jesus.

Lembrai-vos, ó dulcíssimo Jesus, que nunca se ouviu dizer que alguém, recorrendo com confiança ao vosso Sagrado Coração, implorando a vossa divina assistência e reclamando a vossa infinita misericórdia, fosse por vós abandonado. Possuído, pois, e animado da mesma confiança. ó Coração Sagrado de Jesus,rei de todos os corações, recorro a vós e me prostro diante de vós. Meu Jesus, peio vosso precioso testemunho de sangue e pelo amor de vosso divino Coração, vos peço não desprezeis as minhas súplicas, mas ouvi-as favoravelmente e dignai-VOS atender-me. Amém.

CONSAGRAÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

(Santa Margarida Maria Alacoque)

A grande propagadora da devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi santa Margarida Maria Alacoque. Entre as praticas de devoção ao Sagrado Coração de Jesus, temos o ato de consagração e o ato de reparação. Na consagração, oferecemos a Deus, soberano Senhor, a vida com tudo o que temos. Na reparação, desagravamos a Deus aproximando-nos da eucaristia, com a prática das primeiras nove sextas-feiras e a Hora Santa.

Eu me dou e me consagro ao Sagrado Coração de nosso Senhor Jesus Cristo: minha pessoa e minha vida, minhas ações, meus trabalhos e meus sofrimentos, a fim de empregar tudo quanto sou e tenho, unicamente para colaborar com Deus na construção de novos céus e de uma nova terra. É minha resolução irrevogável ser inteiramente dele e fazer tudo por seu amor, renunciando de todo o meu coração a tudo que lhe puder desagradar. Portanto, ó Coração Sagrado, eu vos escolho para único objeto do meu amor, para protetor de minha vida, penhor de minha salvação, amparo de minha fragilidade e inconstância, reparação de todas as faltas de minha vida e asilo seguro na hora de minha morte. Coração de ternura e bondade! Sede vós minha justificação diante de Deus vosso Pai e afastai de mim os castigos de sua justa cólera. Coração de amor! Em vós ponho toda a minha confiança; de minha fraqueza e maidade tudo temo, mas de vossa bondade tudo espero. Consumi, pois; em mim, tudo o que puder desagradar-vos ou se opor a vós. Imprimi o vosso puro amor tão firmemente no meu coração, que nunca mais vos possa esquecer nem nunca possa de vós me separar, Coração sagrado. Eu vos conjuro, por toda a vossa bondade, aue o meu nome seja profundamente gravado em vós; pois eu quero que toda a minha felicidade e glória seja viver e morrer no vosso serviço. Amém.

CONVIVENDO COM A PERDA

(morte)

Podemos dizer com toda a certeza que aqueles que amamos nunca morrem: apenas partem antes de nós. Vivemos na esperança do reencontro no dia da glória.

São Paulo, falando aos Coríntios, diz que quando a nossa morada terrestre, a nossa tenda for desfeita, receberemos de Deus uma habitação no céu, uma casa eterna não construída por mãos humanas (cf. 2Cor 5,1).

Ofereço-vos minha dor

Meu Deus, eu vos ofereço a minha dor. É tudo que posso oferecer neste momento tão difícil para mim com a partida de (dizer o nome) .............................................

Vós me destes esta pessoa querida que a morte levou, por isso fico sofrendo. Contudo, meu Deus, confio nas vossas palavras: "Eu sou a ressurreição e a vida.Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá" (Jo 11,25).

Aceitai o meu desejo de sofrer de modo sadio; que eu seja forte para poder também ajudar os meus irmãos e irmãs que sofrem. Amém.

SENHOR, EU ME ENTREGO!

Deus da esperança, do amor e da vida: faça-me crer profundamente em suas palavras de vida eterna: Eu sou a ressurreição! Eu sou a vida! Senhor! Eu me entrego em tuas mãos. Que a dor da separação não me esmague, e que eu tenha forças para enfrentá-la com muita coragem e fé.

Eu creio, Senhor, na ressurreição e na vida! Aumente a minha fé que vacila nestes momentos difíceis. Amém!

Homilia frei Nestor

"Estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna" Mt 25,46

+ Prezados amigos, quando será que veremos esta separação dos maus tirados do meio de nós? Pelo que o evangelho hoje nos diz, será somente quando Jesus voltar na sua glória, com todos os seus anjos e santos, no dia do juízo geral Até lá teremos de suportar a presença dos maus no nosso meio! Mas, suportando o sofrimento que eles nos causam, com paciencia, estaremos sempre acumulando mais e mais merecimentos - nosso tesouro no céu. Como Jesus falou no sermão na montanha "Vossa recompensa nos céus será grande."

E embora naquela juízo final nenhum pecado será esquecido, exceto os que bem confessados nem existem mais, é claro que todo acento estará nos pecados contra a caridade fraterna. E isso é logico, afinal Jesus já nos disse que o mandamento do amor, a Deus e ao próximo, é o mandamento maior que todos, e portanto pecados contra este mandamento seriam os maiores! Falando hoje deste juízo, Ele nem mencionou os outros pecados que levam tanta gente à perdição! A final, em última análise todo pecado é falta de amor – seja de amor para Deus diretamente, recusando fazer a vontade dEle, ou indiretamente atingindo Ele, ao abusar de qualquer criatura dEle,- pois Ele ama todas as suas criaturas e abusar de qualquer uma ofende a Ele mesmo.

Mas o que acho estranho nisso é que Jesus acha tão grave toda falta de amor fraterno, e a grande maioria dos cristãos consideram faltas de amor fraterno coisinhas de nada, tanto que a maioria nem confessam estas faltas. Mas quando Jesus acha grande falta e o povo acha coisinha de nada, não há dúvida quem está errado. A única conclusão deste evangelho é que muitos entre nós temos de urgentemente mudar nosso modo de pensar a caridade fraterna – não é coisinha insignificante não - é na base dela que seremos salvos ou seremos perdidos! Pense bem sobre isso!

LUTA CONTRA O ABORTO


Junto com você, já ganhamos várias batalhas!

Graças a Deus Nosso Senhor e a sua SS. Mãe, chegamos até aqui. O aborto foi rejeitado em todas as instâncias do Congresso Nacional até agora. Cresce a rejeição ao aborto no Brasil!

Mas a guerra ainda não acabou. Você e eu devemos continuar lutando.

Qual deve ser nosso próximo passo?

O mesmo de um exército entre um combate e outro: armar-se mais, manter os ânimos, renovar as forças e... vigiar! Nossa arma é a doutrina católica e nossa força está em congregar o maior número possível de pessoas dispostas a lutar contra o aborto. Mas se não tivermos vigilância, a astúcia dos pró-aborto nos deixará para trás.

Por essa razão, estou contactando você para juntos prepararmos nossas 'munições'.

Precisamos agora, você e eu, manter e aumentar a distribuição de adesivos! Isso é de suma importância, pois a causa da vida tem que ser visível em todos os lugares.

Quanto mais propaganda fizermos da boa causa, mais alerta ficará a opinião pública!

Mas para isso, preciso de sua ativa participação. Isso concretamente significa duas coisas: distribua adesivos e mande um donativo para cobrir os gastos desta campanha.

Tenho tudo preparado para mandar os adesivos. Muitas pessoas poderiam usá-lo. Sua colaboração financeira vai ser um multiplicador da campanha. Colabore mandando uma ajuda pelos adesivos que Você encomendar e por aqueles que pedem adesivos mas não tem recursos financeiros para ajudar.

A luta é por uma causa justa e urgente.

Você é um valoroso lutador desta causa e as crianças que nascerem vão ser-lhe gratas para sempre. Sobretudo Deus do alto do Céu que a tudo vê, saberá dar valor ao seu engajamento e a sua generosidade.

O que eu peço é muito simples: distribua adesivos e envie um generoso donativo.

Aumente a capacidade de ação e de mobilização de sua campanha. Ela sem sua ajuda não cresce. E se não cresce, morre. Preencha o boleto que você pode imprimir aqui e mande o seu melhor donativo.

Com uma doação de 10 reais, poderemos juntos distribuir 4 adesivos;

Com uma doação de 15 reais, poderemos juntos distribuir 7 adesivos;

Com uma doação de 30 reais, poderemos juntos distribuir 15 adesivos;

Você mesmo pode indicar as pessoas para as quais quer que enviemos um adesivo! Se preferir, pode também pedir o número correspondente de adesivos para você mesmo distribuir!

Nossa meta é 10 mil adesivos!

Com sua melhor contribuição, poderemos chegar lá em breve!

Que Nosso Senhor recompense desde já seu esforço

_________________
Daniel Martins
Campanha Nascer é um Direito
Associação dos Fundadores

P.S. - A causa da vida é sagrada e precisa ser visível em todos os lugares.

Isso depende de sua ajuda: distribua muitos adesivos e mande seu melhor donativo para cobrir os gastos da campanha, com um donativo de 10, 15 ou 30 reais. Basta imprimir o boleto.

Deus, que do alto do Céu a tudo vê, saberá dar valor ao seu engajamento e a sua generosidade. Muito obrigado.

 


Você está recebendo o informativo da Campanha Nascer é Um Direito através do e-mail: cynthiagishak@gmail.com

Texto da Palestra sobre Oração - Download

Clique aqui ou na figura para baixar o arquivo texto sobre Oração.

Palestra sobre a Oração - Apresentação

Clique aqui ou na figura para baixar o arquivo de apresentação.

 

Palavras de Dom Orani

EXAMINANDO A VIDA

O último domingo do ano litúrgico é celebrado neste final de semana como o Domingo de Cristo Rei. Sabemos muito bem do tipo de realeza a que se refere: Cristo Reina da Cruz onde vence o pecado e a morte. Com a sua ressurreição o importante é que ele reine nos corações, na vida e nos relacionamentos das pessoas. É para essa direção que caminhamos, quando Cristo entregar tudo ao Pai. O fim da história tem uma direção e um sentido: é Jesus Cristo que nos conduz ao Pai. Por isso mesmo é significativo que celebremos neste domingo como uma realidade a chegar essa solenidade como uma certeza que nos anima e um desafio que somos chamados a responder a cada dia, pois o Reino de Deus que tanto é anunciado nas Escrituras supõe de cada um de nós passos e atitudes concretas para corresponder ao Plano de Deus.

Nesse mesmo domingo temos um dia temático dentre as várias comemorações anuais da Igreja do Brasil: é o dia do Cristão e Cristã Leigo e Leiga, chamado principalmente a ser sal, luz e fermento com o seu testemunho cristão no meio do mundo. Apesar de tão importantes e belos trabalhos que os leigos desempenham na Igreja com os vários carismas como o da catequese, ministros, evangelizadores, coordenadores e tantos outros serviços ao interno da comunidade, no entanto, a sua grande missão é justamente no mundo, nos grandes embates e nas grandes decisões sociais e políticas. Esse deve ser o grande incentivo para os nossos cristãos leigos. Porém essa presença no mundo deve estar sempre em unidade com toda a Igreja no mesmo Batismo e mesma fé. São grandes estes desafios de ontem e de hoje.

Tivemos muitos leigos que foram canonizados e beatificados recordando que em qualquer situação todos são chamados à santidade na unidade como Igreja e ao serviço aos irmãos e irmãs. Isso significa assumir os desafios da presença cristã no mundo contraditório de hoje e ser sinal de uma resposta positiva e de fé.

Ao nos apontar para missão do leigo no mundo, o último domingo do ano litúrgico está sugerindo que façamos um grande exame de consciência à luz da fé sobre o ano litúrgico que chega ao final não tanto pelas realizações de obras ou construções mas no crescimento na fé. Este voltar-se para si mesmo e fazer um "balanço" da vida espiritual cristã poderá conduzir a todos nós para a experiência de ser presença de Cristo no mundo.

Ao mesmo tempo em que estamos encerrando, estamos também iniciando. Neste domingo estamos iniciando mais uma Campanha pela Evangelização. Essa campanha que tem como lema este ano "Acolhamos o Príncipe da Paz" visa que tomemos consciência de nossa responsabilidade de cristãos e católicos com a evangelização em nossa comunidade. Isso nada mais é do que viver a Missão Permanente anunciada em Aparecida e assumida por todas as nossas comunidades com o projeto Belém em Missão. Porém no terceiro domingo do advento, já dentro do novo ano litúrgico que iniciaremos no próximo final de semana teremos a Coleta pela Evangelização que é a ajuda e partilha que todos nós fazemos para que a nossa Igreja tenha meios para cumprir o mandato de Jesus de ir ao mundo inteiro anunciar a boa notícia para todos.

Nesse aspecto é que vemos o termômetro cristão de nossas comunidades: como estamos nos preocupando com a missão evangelizadora da Igreja proporcionando auxílio para sua sobrevivência e para ajudar as comunidades que necessitam e que desenvolvem os projetos de evangelização.

Este final de semana, Domingo de Cristo Rei, nos remete à abertura do novo ano litúrgico com o Advento que estará se iniciando no próximo domingo. Eis uma boa ocasião de fazermos um bom exame de consciência sobre a nossa caminhada eclesial e presença na sociedade e tomarmos consciência para os novos passos a serem dados no tempo que se inicia.

Cada momento de nossa vida é um dom de Deus. Se soubermos aproveitar cada instante para fazer o bem e anunciar a vida estaremos já dando belos passos para dizer a todos o porquê de nossa existência e a alegria de sermos chamados a ser cristãos. Neste dia é um bom momento de todos os cristãos leigos cujo dia comemoramos olhar para o futuro e ver se a sua vida está sendo dirigida a Cristo Senhor e se, vestindo a camisa da Igreja, está partilhando da evangelização e das necessidades concretas para que expanda sempre mais.

Com uma bênção especial

D. Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano

TU ME AMAS?

..."Ele estava perto de Simão e,sem que os outros se apercebam, lhe diz baixinho: Simão tu me amas mais do que estes? Este é o fim da moral cristã: o início e o fim da moral cristã. Não lhe disse: Simão tu me traíste. Simão pensa em quantas vezes erraste. Simão pensa em quantas traições! Simão pensas que podes errar ainda, amanhã, depois de amanhã...,pensa o quanto és fragil, covarde na minha frente. Que nada! Simão tu me amas mais do que estes? Foi além a raiz de tudo; então este ir além arrasta, e Pedro amando-O,acabou por morrer como ele".

(Do livro "É possível viver assim"?  de Dom Luigi Giussani)

 

(Colaboração de Maria Lygia)


ACORDO BRASIL E SANTA SÉ - Dom Orani

Na quinta-feira, dia 13 de novembro, o Presidente Lula, exercendo já o seu segundo mandato, retribuindo a visita do Santo Padre Bento XVI ao Brasil em maio do ano passado, visitou pela primeira vez, no Vaticano, o Papa.

A visita protocolar do governante brasileiro à Santa Sé transcorreu dentro de outras visitas ao governo da Itália e a caminho de uma outra reunião nos Estados Unidos da América.

A novidade desta visita é que, após décadas de estudos e aprofundamentos, foi assinado um Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé. Chegamos anunciando o Evangelho desde 1500 e durante muito tempo foi a Igreja Católica a garantir muitas instituições educacionais, sanitárias e até mesmo de arquivo neste país. Num tempo de "vale tudo" é importante que alguns pontos fiquem claros em nossa caminhada de evangelização.

Este acordo teve a oportunidade de recolher, dentro de um único texto, o estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil e foi realizado entre duas entidades soberanas de direito internacional: o Estado Brasileiro e a Santa Sé.

Em si mesmo, o acordo não estabelece nenhuma novidade nas relações bilaterais, apenas coloca junto a legislação que já existe e tem também esclarece alguns pontos que, mesmo estando já definidos pelas leis brasileiras, necessitavam, no entanto, de uma melhor explicitação.

Também não estabelece nenhum privilégio a mais que poderia ser dado à Igreja Católica. Não houve, por isso mesmo, nenhuma discriminação com relação às outras confissões religiosas. Aliás, isso sucede até ao contrário, pois graças a este acordo muitas questões ficam claras para todas as comunidades religiosas. Nesse sentido é um serviço para todos.

Esse acordo tem um preâmbulo e depois 20 capítulos de tamanhos desiguais. É bilíngüe: português e italiano e foi assinado na presença do Presidente Lula pelo nosso ministro das Relações Exteriores, Celso Amorin, e o Secretário para as relações com os Estados do Vaticano, Mons. Dominique Mamberti.

Além do Presidente da República e sua esposa estavam presentes também, entre outros, D. Cláudio Hummes, Prefeito para a Congregação para o Clero; o Núncio Apostólico no Brasil, D. Lorenzo Baldisseri; o membro da nunciatura no Brasil, Mons. Marco Sprizzi, e os ministros e secretários de estado do Brasil, Nelson Jobim, da Defesa, Dilma Rosseff, Luis Dulci, embaixadores e muitas outras autoridades.

Um dos principais pontos deste acordo é a reafirmação da personalidade jurídica da Igreja Católica e de suas instituições, mas reconhece também o direito de atender aos encarcerados, hospitalizados, o ensino religioso nas escolas, a imunidade tributária e a questão da filantropia, o reconhecimento das decisões do tribunal eclesiástico e dos títulos acadêmicos, o acervo cultural e documental da Igreja, o vínculo especial dos padres e religiosos e equiparados com suas Dioceses e Ordens ou Congregações religiosas, a possibilidade de convidar missionários do exterior para o trabalho no Brasil, o interesse para proporcionar espaço nos locais novos para construir Templos e o reconhecimento da identidade do sacramento da Ordem com relação à Confissão, garantido o segredo do Ofício Sacramental, especialmente o da confissão sacramental.

É um passo importante porque, como dissemos, coloca em um único texto os direitos que foram emanados pela legislação nacional e esclarece outros que estavam implícitos em algum texto, e que agora ficaram claros.

Falta agora apenas a ratificação das nossas Casas Legislativas, como é de praxe em todo tratado internacional, conforme diz a nossa constituição: "compete privativamente ao Presidente da República celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional. Está portando nas mãos de nossos deputados e senadores darem o passo seguinte. Seria muito bom que o fizessem ainda neste ano!

Esse texto foi trabalhado tanto pela Nunciatura Apostólica assim como por todos os Ministérios do Brasil interessados em algum ponto do tratado. Não é uma concordata, pois não contempla todos os assuntos, mas somente aqueles que foram acordados. Futuramente, poder-se-á estabelecer novos assuntos a serem acrescentados nesse acordo, conforme previsto no texto.

Neste tempo em que falamos muito da laicidade do Estado de uma maneira incorreta e da liberdade de todos, gostaria de "refletir sobre as palavras recentemente pronunciadas por Nicolas Sarkozy, Presidente da República da França, nação que sempre foi, e continua sendo, maître à penser e ‘porta-bandeira’ do princípio da laicidade do Estado. Cito: «A laicidade não poderia ser a negação do passado. A laicidade não tem o poder de cortar uma nação das suas raízes cristãs. Ela tentou fazê-lo. E não deveria tê-lo feito [...], eu acho que uma nação que ignore a herança ética, espiritual e religiosa da sua história comete um crime contra sua cultura [...] que impregna tão profundamente nossa maneira de viver e pensar. Arrancar a raiz é perder o significado, é enfraquecer o cimento da identidade nacional, é tornar ainda mais ásperas as relações sociais, que tanta necessidade tem de símbolos de memória. [...] É por isso que desejo o advento de uma laicidade positiva, ou seja, uma laicidade que, preservando a liberdade de pensamento, a de crer ou não crer, não veja as religiões como um perigo, mas, pelo contrário, como um trunfo. [...] Trata-se de procurar o diálogo com as grandes religiões e ter por princípio facilitar a vida quotidiana das grandes correntes espirituais, ao invés de procurar complicá-las» (Discurso pronunciado em Roma, em 4 de janeiro de 2008)."

Este momento é histórico e importante, mas a necessidade maior é a nossa missão de evangelizar o nosso povo para que como discípulos missionários vivam uma nova vida e construam um mundo mais unido e fraterno onde a Vida esteja presente em todos os nossos atos. Não basta apenas um ordenamento jurídico que é importante para as questões burocráticas, mas sim um entusiasmo sempre mais em nossa missão de cristãos católicos neste chão cheio de desafios!

D. Orani João Tempesta, O.Cist.

Arcebispo Metropolitano

Sobre a existência do Mal

À primeira vista pode parecer que, se Deus criou todas as coisas, então deve também ter criado o mal. Entretanto, há aqui um pressuposto que deve ser esclarecido. O mal não é uma "coisa", como uma pedra ou a eletricidade. Você não pode ter um pote de mal! Mas o mal é algo que acontece, como o ato de correr. O mal não tem uma existência própria, mas na verdade, é a ausência do bem. Por exemplo, os buracos são reais, mas somente existem em outra coisa. À ausência de terra, damos o nome de buraco, mas o buraco não pode ser separado da terra. Quando Deus criou todas as coisas, é verdade que tudo o que existia era bom. Uma das boas coisas criadas por Deus foram criaturas que tinham a liberdade em escolher o bem. Para que tivessem uma real escolha, Deus deveria permitir a existência de algo além do bem para escolher. Então Deus permitiu que esses anjos livres e humanos escolhessem o bem ou o não-bem (mal). Quando um mau relacionamento existe entre duas coisas boas, a isso chamamos de mal, mas não se torna uma "coisa" que exige ter sido criada por Deus.

Uma outra ilustração talvez possa ajudar. Se eu fosse perguntar a uma pessoa comum "o frio existe?", sua resposta provavelmente seria sim. Entretanto, isto não é correto. O frio não existe. O frio é a ausência de calor. Da mesma forma, o escuro não existe. O escuro é a ausência de luz. E ainda da mesma forma, o mal é a ausência do bem, ou melhor, o mal é a ausência de Deus. Deus não teve que criar o mal, mas ao invés disso, apenas permitir que houvesse a ausência do bem.

Examine o exemplo de Jó em Jó capítulos 1 e 2. Satanás quis destruir Jó, e Deus permitiu que Satanás fizesse tudo, exceto matá-lo. Deus permitiu que isto acontecesse para provar a Satanás que Jó era reto porque amava a Deus, e não porque Deus o tinha tão ricamente abençoado. Deus é soberano, e no controle máximo de tudo o que acontece. Satanás nada pode fazer a não ser que tenha a "permissão" de Deus. Deus não criou o mal, mas Ele permite o mal. Se Deus não houvesse permitido a possibilidade do mal, tanto a espécie humana quanto os anjos estariam servindo a Deus por obrigação, não por escolha. Ele não quis "robôs" que simplesmente fizessem o que Ele gostaria que fizessem por causa de sua "programação". Deus permitiu a possibilidade do mal para que nós pudéssemos verdadeiramente ter livre arbítrio e escolher se gostaríamos ou não de servi-Lo.

Basicamente, não há uma resposta a estas perguntas que possamos compreender totalmente. Como seres humanos limitados, jamais podemos compreender inteiramente um Deus infinito (Romanos 11:33-34). Às vezes pensamos que compreendemos por que Deus faz determinada coisa, e mais tarde descobrimos que era para um propósito diferente daquele que havíamos pensado. Deus vê as coisas sob uma perspectiva eterna. Nós vemos as coisas sob uma perspectiva terrena. Por que Deus colocou o homem na terra, se sabia que Adão e Eva pecariam e conseqüentemente trariam o mal, a morte e o sofrimento para toda a humanidade? Por que Ele simplesmente não nos criou e não nos deixou no Céu onde seríamos perfeitos e sem sofrimentos? A melhor resposta que posso pensar é esta: Deus não queria uma raça de robôs sem livre arbítrio. Deus tinha que permitir a possibilidade do mal para que nós tivéssemos a verdadeira escolha de adorar ou não a Deus. Se nunca tivéssemos que sofrer a experiência do mal, saberíamos verdadeiramente quão maravilhoso é o céu? Deus não criou o mal, mas Ele permitiu o mal. Se não o tivesse permitido, nós estaríamos adorando a Deus por obrigação, não por escolha de nosso próprio livre arbítrio.

Por que Deus permite o mal?

Pois esse poderia ser o tema da Veja dessa semana. Ao colocar a resposta, um tanto elementar demais para o meu gosto, de Santo Agostinho, o artigo minimiza o entendimento cristão do assunto. Segundo Jerônimo Teixeira, Santo Agostinho, por exemplo, dizia que, se bons e maus sofrem igualmente, é para que os primeiros possam provar sua virtude. Assim como o fogo "transforma a palha em cinza e faz brilhar o ouro", o infortúnio purifica os virtuosos e destrói os perversos, diz Agostinho em A Cidade de Deus.
Pois é, acho que a resposta passa longe do conceito bíblico do assunto. Quer você acredite ou não na história que está no livro sagrado, o fato é que dentro da estrutura narrativa bíblica a coisa se deu assim: A humanidade - representada por Adão e Eva - escolheu não viver mais debaixo do governo divino. Adão e Eva, ao comerem do fruto proibido, se rebelaram contra o Criador e decidiram por um governo independente de Deus. Sendo seres de livre arbítrio (afinal, Deus não poderia predestiná-los ao pecado.), Deus concedeu a eles o que queriam: Independência total. Contudo, não poderia mais sustentá-los. E por isso passaram a envelhecer e morrer.
Pois bem, a partir daí tem prevalecido a lógica do "homem dominando homem para seu prejuízo" (Eclesiastes 8:9). Deus não pode interferir nos assuntos humanos em função disso. Contudo, ele fez um programa de governo para que os que não estivessem de acordo com a independência e rebeldia de Adão e Eva pudessem aderir. É o chamado Reino (i.e. governo) de Deus - tema principal da pregação de Cristo e um dos mais importantes pedidos feitos na oração do Pai-Nosso. "Venha a nós o vosso Reino".
A Bíblia conta a história das pessoas que aderiram a esse governo apesar de o mundo a sua volta rejeitá-lo (consciente ou inconscientemente).

Segundo a Bíblia, por enquanto, Deus nada pode fazer em relação à maldade. Não que ele não tenha poder ou má vontade. O ponto é que ele tem de permitir o mal por um tempo para que fique claro que o homem não pode governar a si mesmo sem Ele.

Essa é basicamente a mensagem de toda a Bíblia.
 
Fonte: Blogildo
O Purgatório

Assim diz São Francisco de Sales sobre o purgatório:

1 - As almas ali vivem uma contínua união com Deus.

2 - Estão perfeitamente conformadas com a vontade de Deus. Só querem o que Deus quer. Se lhes fosse aberto o Paraíso, prefeririam precipitar-se no inferno a apresentar-se manchadas diante de Deus.

3 -Purificam-se de forma voluntária, amorosamente, porque assim o quer Deus.

4 - Querem permanecer na forma que agradar a Deus e por todo o tempo que for da vontade Dele.

5 - São invencíveis na prova e não podem ter um movimento sequer de impaciência, nem cometer qualquer imperfeição.

6 - Amam mais a Deus do que a si próprias, com amor simples, puro e desinteressado.

7 - São consoladas pelos anjos.

8 - Estão certas da sua salvação, com uma esperança inigualável.

9 - As suas amarguras são aliviadas por uma paz profunda.

10 - Se é infernal a dor que sofrem, a caridade derrama-lhes no coração inefável ternura, a caridade que é mais forte do que a morte e mais poderosa que o inferno.

11 - O Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, porque as chamas que lá existem são chamas de amor.

( Extraído do livro O Breviário da Confiança, de Mons. Ascânio Brandão, 4a. ed. Editora Rosário, Curitiba, 1981)

Oração de Sto. Agostinho pelas Almas
 
(Retirado de um mail do amigo Fernando Z.)

Dulcíssimo Jesus meu, que para redimir ao mundo quisestes nascer, ser circuncidado, desprezado pelos judeus, entregado com o beijo de Judas, atado com cordas, levado ao suplício, como inocente cordeiro; apresentado ante Anás, Caifás, Pilatos e Herodes; cuspido e acusado com falsos testemunhos; esbofeteado, carregado de opróbrios, despedaçado com açoites, coroado de espinhos, golpeado com a cana, coberto o rosto com uma púrpura por zombaria; desnudado afrontosamente, cravado na cruz e levantado nela, posto entre ladrões, como um deles, dando-vos a beber fel e vinagre e ferido o Coração com a lança. Livrai, Senhor, por tantas e tantas acerbadíssimas dores que haveis padecido por nós, as almas do purgatório das penas em que estão; levando-as a descansar na vossa Santíssima Glória, e salvai-nos, pelos méritos de vossa Sagrada Paixão e por vossa morte de cruz, das penas do inferno para que sejamos dignos de entrar na posse daquele Reino, onde levastes ao bom ladrão, que foi crucificado convosco. Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém.

Testemunho de um Ex Evangélico

ROBERT IAN WILLIAMS: EX-PROTESTANTE

Por Robert Ian Williams

Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fonte: http://www.voxfidei.com

A IGREJA E O PROFESSOR

"Como você pôde fazer isto? É serio mesmo a sua conversão? Você agora idolatra Maria? Como você pode contar os seus segredos mais íntimos a outro homem na confissão? Por que você se converteu? Como você pode aceitar ensinamentos que não se encontram na Bíblia?"
 
Estas são algumas perguntas que tenho recebido desde que fui recepcionado na Igreja Católica. À medida que vão passando os anos, têm se tornado mais freqüentes desde que decidi colocar os fatos no papel para informar os curiosos. Espero que este pequeno resumo ajude os católicos a entender a mentalidade "evangélica" e também ajude os evangélicos a pensar um pouco sobre o problema central que jaz no coração deste assunto: a autoridade.
 
Minha filiação à Igreja Católica não foi uma conversão paulina, como a ocorrida no caminho de Damasco. Embora seja certo que Deus pode fazer coisas assim, meu caminho para a fé romana foi uma experiência educativa e gradual. A conversão é, em suma, um assunto espiritual, porém, muitos fatores podem contribuir para que ocorra. Meu desagrado pela confusão em que se encontra a cristandede evangélica foi o ponto de partida. Creio que foi a graça de Deus que me permitiu discernir a debilidade desse sistema religioso.
 
Mas antes que a minha insatisfação se fizesse sentir, estava eu muito feliz no Cristianismo evangélico. Confiava em Cristo, acreditava que os meus pecados seriam perdoados e pensava que conhecia os Evangelhos e o Novo Testamento. Pensava também que todas as demais religiões estavam erradas e via a Igreja Católica como uma igreja apóstata, cheia de corrupção medieval, que obscurecia o Evangelho para a ruína das almas. Estava convencido que a Palavra de Deus na Bíblia era a única autoridade para o crente (Sola Scriptura) e que eu era justificado apenas por minha fé e nada mais que a minha fé (Sola Fide). Estes eram para mim os principais lemas da batalha da Reforma. Quando encontrava algum católico, ia logo mostrando a "verdade" e tentava levá-los ao conhecimento de Cristo. Eu era tão anticatólico que me negava a orar na capela existente na universidade onde dava aula. Sabia que a União Evangélica Cristã buscava converter os católicos e pensava, então, que todo assunto católico era nada mais que pura hipocrisia.
 
Porém, a graça de Deus começava a operar em meu coração. Tudo começou com o tema do batismo. Os cristãos evangélicos estão bastante divididos a este respeito. Alguns aceitam o batismo de crianças e outros crêem que o batismo é apenas para o crente adulto. Estudei os fatos e não encontrei nenhuma referência explícita ao batismo de crianças no Novo Testamento; assim, decidi investigar quanto tinha sido inserida esta prática entre os cristãos. Será que poderia remontar aos tempos dos Apóstolos ou tinha se infiltrado na Igreja durante os primeiros séculos? Ao seu tempo, descobrí que o batismo de crianças era claramente apoiado pelo registro histórico. Se tivesse sido uma inovação, deveria então existir algum protesto contra a sua introdução na Igreja. Não pude encontrar nem um só grupo cristão anterior ao século XVI que rejeitasse o batismo das crianças. E até descobrí que estes primeiros cristãos batistas apenas aspergiam a cabeça do adulto ao batizá-lo. Achei que a imersão (que também era um ponto importante para alguns evangélicos) não tinha sido iniciado até o século XVII. Descobrí, então, que as igrejas batistas eram frágeis quanto ao rigor e a continuidade histórica.
 
Assim, rejeitei o batismo "apenas para adultos". Para mim, isto era uma parte crucial da verdade e comecei a tentar convencer os evangélicos batistas agora que tinha conhecimento do erro de suas crenças. Alguns me disseram que eu estava obcecado por um assunto de importância secundária. Isto me chocou! Como poderia um mandamento solene de Jesus Cristo ser considerado como de importância secundária? Fiquei assombrado quando o renomado líder evangélico Martyn Lloyd-Jones, em seu livro "What Is an Evangelical?" ("O que é um Evangélico?") comentou sobre o assunto da desunião das igrejas evangélicas, dizendo: "Outro assunto que devemos pôr na mesma categoria é a idade e o modo do batismo: a idade do candidato e o modo de administrar o rito do batismo. Devo pôr, então, na categoria das coisas que não são essenciais porque não se pode provar nem um nem outro usando apenas as Escrituras. Lí livros sobre o tema durante 44 anos e creio que sei menos agora do que sabia no começo. Portanto, enquanto afirmo - junto com todos nós - que creio no batismo, porque é evidentemente uma ordem de Deus, não devemos nos separar no que tange à idade do candidato e ao modo de administrá-lo".
 
Aqui temos um homem que, crendo na autoridade da Bíblia como única condutora do crente, não pôde estabelecer o padrão bíblico para o Batismo. Isto é o que eu chamo de "aprender e não chegar ao conhecimento da verdade". Ironicamente, na mesma obra, Lloyd-Jones ensina a suficiência da Escritura e que o Evangelicalismo é muito mais claro em sua lógica que o Catolicismo! Isto me fez olhar para outras discordâncias que existem entre os evangélicos. Se fossem apenas assuntos secundários, não haveria a necessidade de criar denominações separadas, cada qual esgrimando diferentes teorias para o retorno do Senhor, para o significado da Ceia do Senhor, se o crente pode ou não pode perder a sua salvação, ou as disputas sobre os dons carismáticos. A lista é longa.
 
A minha formação acadêmica é a de historiador e, como tal, me concentrei na História da Igreja. Não pude deixar de me assobrar quando vi que não podia encontrar nem um só registro do cristianismo evangélico na Igreja anterior ao século XVI. Nem mesmo os valdenses e os seguidores de Wyclif tinham idéia da salvação apenas pela fé. Ambos os grupos participavam dos sacramentos da Igreja Católica e passaram como movimentos de reforma dentro da Igreja e não como igrejas separadas. Nenhum dos Padres da Igreja pregou a salvação somente pela fé. O próprio Wyclif morreu enquanto participava de uma missa, sem ter sido batizado como crente e contente com seu batismo católico que recebera quando criança!
 
A teoria de que a conversão do imperador romano Constantino no século IV deu início à corrupção da Igreja é ainda mais inacreditável. Descobrí que a Igreja primitiva cria no batismo das crianças, na regeneração pelo batismo, nos bispos, na sucessão apostólica, na presença de Cristo na Eucaristia, no sacerdócio sacrificial, nas orações pelos falecidos e de um papel todo especial do bispo de Roma. Tudo isto se encontra claramente séculos antes de Constantino. Nas palavras do Cardeal Newman, "quem adentra na História, deixa de ser protestante". Não pude achar um só registro dos evangélicos bíblicos, um grupinho de fiéis que se apegaram às crenças que caracterizam os evangélicos de hoje: somente a Bíblia e justificação apenas pela fé. O tratamento evangélico para a História da Igreja é superficial: nos fala de pessoas como Ambrósio, Agostinho e Atanásio como se fossem cristãos que apenas empregavam a Bíblia, ignorando completamente o contexto católico em que eles viveram. Classifico isto como intelectualmente desonesto.
 
Descobrí que a história dos evangélicos está assentada sobre mitos. A Igreja Católica - me afirmavam - tinha queimado as cópias da Bíblia. Pelo contrário, comprovei que a Igreja Católica preservou a Bíblia, definindo o seu cânon e só queimou e proibiu a leitura das edições que eram traduções inexatas e heréticas. Por exemplo, Bíblias como a tradução de Tyndale, que ostentava notas de rodapé atacando a Igreja e o Papa. Também descobrí versões traduzidas para os idiomas vernáculos vários anos antes da reforma alemã. Os Evangelhos foram traduzidos para o anglo-saxão muito antes que o idioma inglês fosse formado!
 
Também descobrí que o famoso "Livro dos Mártires", de John Fox, um católico apóstata do século XVI, era impreciso. Muitos dos "martires" durante o reinado de Maria Tudor eram anti-ortodoxos, tendo sido queimados durante o reinado da rainha Isabel, que era protestante. De fato, Fox apoiou um regime que torturou e assassinou católicos que apenas queriam viver na fé dos seus antepassados. Apoiou também um regime que queimou cristãos evangélicos como os batistas! Foram cristãos protestantes os que perseguiram os pais do Puritanismo na Inglaterra do século XIX e esse grupo, por sua vez, já estabelecido na América, passou a perseguir os seus próprios companheiros de fé.
 
Eu tinha aceito a falsa idéia perpetuada por Lloyd-Jones e outros mestres evangélicos, que os católicos crêem na revelação contínua. Descobrí que, muito pelo contrário, a doutrina católica ensina que a revelação pública terminou com o que receberam os Apóstolos e que a fé foi entregue de uma vez aos santos. É dever da Igreja, como "coluna e fundamento da verdade" (1Timóteo 3,15), a interpretação e o discernimento do depósito original da fé. A Igreja Católica não inventou a transubstanciação no século XII, nem inventou o dogma trinitário no século IV. Como evangélico, fiquei perplexo ao me encontrar na mesma situação dos Testemunhas de Jeová que afirmam que a palavra "Trindade" não se encontra na Bíblia. Eu imaginava que a doutrina estivesse ali e o termo simplesmente a definia. Porém, acabava tendo por problema o fato de não poder usar este argumento para discutir a questão do Purgatório com um católico. Eu acabava respondendo que o caso do Purgatória não podia ser definido claramente. Mas esta era uma resposta bastante deficiente pois era subjetivamente evangélica. Além disso, Lutero, Calvino, Wesley e uma certa quantidade de outros reformistas "enxergavam" o batismo das crianças, enquanto que Spurgeon, Billy Graham e muitos outros não o encontravam na Bíblia. O ensinamento católico era mais lógico: Deus estabeleceu uma Igreja como árbitro final e não pode ela ser culpada pela confusão. O desenvolvimento da doutrina é como a revelação de um filme fotográfico: a imagem está no filme, mas à medida que o tempo e as circunstâncias mudam, a imagem se torna mais visível.
 
Não pude encontrar um só texto que afirmasse que apenas a Bíblia era suficiente. A famosa passagem que afirma que a Escritura é útil (2Timóteo 3,16) significa claramente que é um apoio, não que seja suficiente. Assim como é útil para mim beber água regularmente, mas não é suficiente como a alimentação completa. Não pude encontrar um só versículo que ensinasse que a Palavra de Deus deveria ser exclusivamente a palavra escrita. Mas encontrei Jesus honrando as tradições da fé judaica de sua comunidade, que não se encontravam na Escritura; sua condenação das falsas interpretações das tradições feitas pelos fariseus não era uma condenação da tradição em si mesma, já que a Igreja que Ele fundou sobre os Apóstolos aceitou tanto as tradições escritas [Escrituras] quanto as orais. 
 
(Continua no Post Seguinte)
Publicado originalmente em inglês na revista "This Rock" Vol. 9, nº 3 em março de 1998.
Robert Ian Williams, oriundo de Gales, é professor em Londres e publicou uma série de curtos tratados sobre a fé católica e sua história. 
Testemunho de um ex evangélico
 
Nesse momento decidi reexaminar a minha crença em Cristo. Seria possível alguém ter sido enganado? Seria possível que Cristo fosse um falso Messias? Depois de todos os judeus O terem negado, poderia o povo mais brilhante e durador do mundo ter se equivocado? Portanto, comecei a ler apologética judaica contrária ao Cristianismo, que centrava seus ataques principalmente afirmando que as profecias sobre o Messias não tinham se cumprido; afirma ainda que Jesus nunca declarou ser Deus e que os seguidores gentios acrescentaram "conceitos pagãos" como o nascimento virginal e a Encarnação. Isto me fascinava porque se parecia muito com as acusações que os anticatólicos fazem, dizendo que essas mesmas coisas são acréscimos pagãos. Passei a ver isto como a culminância lógica da teoria evangélica: se o Paganismo contaminou o Cristianismo, então como pode um ensinamento divino e permanente ser comparável à incorruptível Torah? Outro livro anticristão me levou ainda mais para essa direção ao me questionar: se a religião de Cristo é a verdade, por que existem tantas igrejas cristãs diferentes? Assim enxerga o Cristianismo o intelectual judeu: como um fracasso.
 
Então voltei novamente a observar Cristo. Não poderia rejeitar sua divindade. Poderia ver que o Novo Testamento ensinava que Ele é Deus e isto não era um acréscimo pagão. O judaísmo moderno não é igual ao judaísmo da época de Nosso Senhor; é algo que se desenvolveu com o tempo e que também se dividiu em seitas. Inclusive, dentro do judaísmo ortodoxo há interpretações rabínicas que estão em conflito. Continuei me apegando fervorosamente à minha crença no Cristianismo "apenas com a Bíblia". A forma de vida e a comunidade evangélicas são muito acolhedoras e, para mim, os cultos católicos pareciam frios quando comparados. Ao mesmo tempo, me desiludia cada vez mais da apologética anticatólica. Livros como "Catolicismo Romano", de Loraine Boettner (um clássico anticatólico), apresentavam grosseiras distorções da realidade da doutrina e história [católicas]. Lembro-me de ter lido um livro evangélico que ridicularizava a doutrina católica da intenção sacramental. Na verdade, ridicularizava uma má representação dessa doutrina. A interpretação evangélica clássica dos textos petrinos cruciais, como Mateus 16, fundamenta-se em uma visão defeituosa e, então, eu já podia vê-la claramente. O jogo de palavras entre "Petros" e "petra" era periférico, uma vez que Nosso Senhor falava aramaico. A maioria dos eruditos evangélicos de hoje aceita a visão de que Pedro é a pedra e que recebeu as chaves da autoridade de uma maneira especial, pois assim como os antigos reis de Israel delegavam suas chaves de autoridade ao seu principal ministro ou vizir, Jesus designou Pedro como seu representante ou vigário. As chaves, em qualquer cultura civilizada, representam poder. Me dei conta que distorciam os escritos dos Padres da Igreja para fazê-los harmonizar com seus argumentos anticatólicos.
 
Há algumas pessoas que propõem a idéia de que os Padres da Igreja estão em desacordo com a idéia de Pedro ser a pedra de que fala Mateus 16. Um exame cuidadoso dos escritos patrísticos revela que se referem a diversos aspectos e significados das Escrituras; assim como uma casa é construída sobre uma série de alicerces, os escritores patrísticos observam os diferentes sentidos da Escritura sem se contradizer em absoluto.
 
Ao contrário do que anunciava o mito evangélico, encontrei aí evidência histórica abundante para a presença de Pedro em Roma e o estabelecimento de seu Bispado. Ao ouvir Nosso Senhor dizer [a Pedro] que a carne e o sangue não lhe tinham revelado sua divindade, podemos ver o dom de Deus que é o Papado em sua forma embrionária. Me surpreendeu encontrar, já desde o século I (quando o Apóstolo João ainda vivia), que o bispo de Roma escrevesse à igreja de Corinto, instruindo e advertindo seus membros que, se não considerassem o seu conselho, estariam em grave perigo. Com o passar dos séculos, a evidência do Papado aumenta. Então descobrí que havia respostas razoáveis para as objeções evangélicas. Lembro-me muito bem do comentário que lí em um "livro de visitas" de certa igreja anglicana; foi escrito, obviamente, por um visitante católico e dizia: "Onde está Pedro, aí está a Igreja". Essas palavras que ficaram gravadas na minha mente, eram as palavras de Ambrósio, proferidas no século IV. A igreja angligana pode ter conservado os edifícios católicos erguidos antes da Reforma, porém, certamente, não conservou a antiga fé. Apesar de sua "cara de Catolicismo", a igreja anglicana do século XIX é protestante. Isso se manifesta na ordenação de mulheres e outras aberrações que nela tomaram forma. O papel de Pedro chegou a estar tão claro para mim, que nem sequer conseguia considerar a pretensão das igrejas ortodoxas orientais de ser a verdadeira Igreja de Cristo. Nessas igrejas (ou, melhor dizendo, nessas comunhões) pude apreciar uma formosa liturgia, mas também uma falta de clareza magisterial. Por exemplo, até a década de 1930, as igrejas cristãs rejeitaram claramente a anticoncepção como uma coisa instrinsicamente imoral. Em 1930, a igreja anglicana a aprovou e outras [igrejas] a seguiram a partir de então. Isso inclui os ortodoxos, que também aceitam o divórico e as segundas núpcias. Apenas a Igreja Católica manteve uma posição firme nesses assuntos e isso sob o custo de perder a Inglaterra no século XVI.
 
Os ortodoxos abandonaram o sucessor de Pedro para se apegar ao poder imperial de Constantinopla. Depositando sua confinça nos príncipes, colheram finalmente um fracasso. Enquanto todas estas coisas me indicavam, sem sombra de dúvidas, que a pedra da Igreja Católica era firme, o liberalismo de algumas pessoas dentro da Igreja me pertubava. Então, ao ler a parábola da casa construída sobre a pedra, me dei conta que a chuva e o vento a ferem também. Os excêntricos e os dissidentes, porém, não podem demolir a casa; podem tirar-lhe pedaços da pedra, mas não a pode destruir. Assim foi que descobrí, pararalelamente ao que ocorreu com Nosso Senhor, que a oposição se concentra em três áreas principais. Durante o ministério terrestre [de Jesus], as autoridades religiosas se horrorizaram diante:   
 
1. Das suas declarações de ser Deus;
2. Do fato de que perdoava os pecados; e  
3. De sua declaração que, para ter a vida eterna, deve-se comer de Seu Corpo e Sangue.  
 
Tudo isto continua sendo a razão de uma oposição virulenta entre os evangélicos. Lembro-me muito bem que, quando era evangélico, ironizava o ensinamento católico da confissão a um sacerdote, da crença na transubstanciação, na Missa, na infalibilidade do papa e da Igreja. Lembro-me de ter refutado, afirmando que apenas Deus poderia ser infalível.
 
Meu exame cuidadoso das Escrituras me mostrou também que a doutrina católica sobre Maria se fundamenta na Palavra de Deus e não é importada do Paganismo. O fato de os pagãos terem cultuado deusas não invalida a crença em Maria, assim como o fato de os pagãos terem realizado sacrifícios não invalida os sacrifícios ordenados na Bíblia. Pude perceber que os católicos não a adoram mais que os anglicanos adoram a Oliver Cromwell, quando estes colocam flores aos pés de sua estátua nos dias comemorativos.
 
A doutrina católica da comunhão dos santos chegou a ser para mim uma verdade estabelecida. Se "a oração do justo tem muito poder" então aqueles que morreram no Senhor, sendo espíritos perfeitos de homens justos, devem possuir um valor superlativo para nós. Isto é ilustrado perfeitamente em Apocalipse 5, em que os 24 anciãos representam os santos que oferecem suas orações a Deus. Antes de ingressar na Igreja Católica, uma das últimas linhas de resistência evangélicas é levantar as vidas de certos católicos que são bastante desastrosas. Essa objeção me foi dissipada ao ler Ronald Knox. Knox foi criado em um ambiente profundamente evangélico e logo se converteu ao Catolicismo. Uma vez disse que se ele esquecesse o guarda-chuva na entrada de um templo metodista, ao retornar encontrá-lo-ia ainda ali; porém, não seria possível assegurar que o mesmo ocorreria em um templo católico. Os metodistas usaram muitas vezes esta frase a seu favor; contudo, na realidade, é um testemunho contrário a eles. Cristo veio para salvar os pecadores e a rede da Igreja foi lançada para pescar todos os homens. A Igreja não é um clube para leitores da Bíblia de classe média; a Igreja de Jesus Cristo é uma poção misturada e o erro dos reformistas foi acreditar que a Igreja deve ser composta 100% pelos eleitos de Deus.
 
Nosso Senhor disse claramente que "muitos são chamados, mas poucos os escolhidos". Ainda que seja certo que conheci alguns católicos bastante desviados da fé, também é certo que a grande maioria dos católicos são pessoas de bem que querem viver a vida em conformidade com os ensinamentos da Igreja. O fato de muitos católicos desobedecerem os ensinamentos da Igreja só confirma as palavras de Nosso Senhor: "A quem mais se dá, mais lhe será exigido". São os católicos os que terão um juízo mais severo, iniciado pela Casa de Deus, quando o Senhor, no fim dos tempos, separar o trigo do joio.
 
Comecei a perceber que, tal como os fariseus do tempo de Jesus, os evangélicos tinham um ponto de vista superficial sobre a adoração de Jesus. Isto pode soar um pouco duro, mas de fato muitos cristãos "bíblicos" acumularam uma série de regras que condenam comportamentos certamente inofensivos, como se fossem anticristãos. Primeiro, se favorece a opinião de que ingerir algo é pecado e logo se ensina que Jesus bebeu apenas suco de uva, e que o vinho do milagre de Caná não tinha teor alcóolico. A outro pode parecer que dançar é abominável. Pode-se escrever uma longa lista de costumes semelhantes. Há evangélicos que pensam que fumar é evidência de que alguém não é crente, mas Spurgeon, comentarista batista do século XIX, fumava. Outros não jogam na loteria, mas investem seu dinheiro na bolsa. É quase impossível criar um estereótipo do crente evangélico, mas é possível dizer com segurança que a grande maioria aceita a anticoncepção. Pagam o dízimo de seu ganho a Deus (o evangelismo não custa barato a ninguém), mas não de seus corpos. Todo o sistema da "Sola Scriptura" é subjetivo. Foi-me contada uma história sobre uma senhora a quem alguém perguntou se acreditava realmente que ela e seu empregado eram os únicos cristãos, ao que ela respondeu: "Bom... Não estou muito segura se Jaime é".
 
Não estou sozinho, pois nos últimos anos muitos evangélicos tradicionais converteram-se à fé católica. E o fizeram ainda que o caminho para a Igreja estivesse bloqueado por falsas representações semeadas pela oposição. Isto é seguramente uma graça de Deus, pois sempre haverá oposição para aqueles que quiserem cumprir perfeitamente as palavras de Nosso Senhor. A oposição provém das forças do secularismo, do materialismo, do modernismo e de outras filosofias. Tudo isto rejeita os ensinamentos que são peculiares à Igreja Católica. A Igreja é a pedra pequena predita pelo profeta Daniel, que destruirá a falsa imagem. É a semente que cresce até se tornar uma forte árvore. É o caminho que Isaías profetizou e que os homens não poderão deixar de encontrar. É a casa erguida sobre a rocha.
 
O Cardeal Herbert Vaughan (1832-1903) resumiu com palavras muito sábias o que usarei como corolário:
 
"É prática comum dos opositores da Igreja Católica tentar frear as almas apresentando-lhes uma multidão de dificuldades e objeções contra as doutrinas da Igreja. Sobre isto, podemos dizer duas coisas: Primeiro, seria muito fácil examinar esta lista de dificuldades e publicar um exame das mesmas, o que já foi feito por doutos católicos em grandes obras. Porém, é óbvio que para contender com tais problemas, deveria ser um teólogo ou passar toda a vida pesquisando, já que é necessário refutar todas as acusações. Por outro lado, temos as obras dos escritores anticatólicos, escritas para cegar ou confundir o caminho. Obras compostas por calúnias, citações adulteradas e uma mistura cuidadosamente dosificada de erro e verdade. Tais [obras] tentam, ao mesmo tempo, golpear e alienar tanto no sentido moral quanto no sentido intelectual. Se não conseguem total êxito assim, ao menos semeam perplexidade, ansiedade e o retardamento no caminho da busca de Deus. Porém, ao invés de ingressar em um labirinto cheio de dificuldades e quebra-cabeças de objeções, a via mais curta e satisfatória deverá ser eleita. Primeiro, encontrar o divino mestre, o pastor supremo, o vigário de Cristo. Concentre todas as suas faculdades mentais e morais na cabeça terrestre da Igreja de Deus. Essa é a chave para resolver esta situação".
 
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Publicado originalmente em inglês na revista "This Rock" Vol. 9, nº 3 em março de 1998.
Robert Ian Williams, oriundo de Gales, é professor em Londres e publicou uma série de curtos tratados sobre a fé católica e sua história. 
Homilia Frei Nestor Missa da Esperança

"Se ele te foi retirado por algum tempo....seja para que o tenha de volta para sempre" Filemon 7,15

+ Irmãos, primeiro lembramos a promessa divina, que nunca deixaria acontecer aos seus fieis qualquer coisa que não pudesse ser para nosso bem. Agora, não sabemo de que modo será para nosso bem Deus ter deixado o malvado tirar José Francisco de nosso meio, não sabemos mas cremos na palavra de Deus, de algum modo servirá nosso bem. Talvez como Paulo falou na primeira leitura, que foi tirado do nosso meio por algum tempo para que o teremos de volta para sempre, quando nós um por um vai entrando no céu encontrando o lá. Com esta fé, dizemos com Paulo para Jesus, "Se José Francisco está lhe devendo qualquer coisa, põe na nossa conta, e nós nesta Missa e nas orações de cada dia te pagaremos, Jesus.".

Ó Cristo, conforta nossos corações! Nos sabemos que também este filho de homem, José Francisco, no dia de sua ressurreição vai brilhar de um lado do céu ao outro lado, como Jesus, mas como Jesus teve primeiro de sofrer e ser rejeitado por aquele malvado. A escritura diz que o servo não será maior que seu senhor, mas será como seu senhor. E José Francisco foi como seu senhor, cuidadosamente seguindo seu exemplo e sua palavra durante a vida, e ainda seguindo-o na morte, pois Jesus também, inocente, foi assassinado no calvário!

Lembrem-se ainda o que Jesus, no evangelho das bem aventuranças, disse aos que sofrem injustamente "Alegrai-vos e exultai, porque sua recompensa nos céus será grande." Esta palavra Ele dirige hoje a vós que sofrem a ausência de José Francisco, e também ao José Francisco que sofreu a morte repentina e brutal. Lembrem-se sempre Vossa recompensa no céu será grande! Amem

AGRADECIMENTOS

A família de JOSÉ FRANCISCO VIEIRA. agradece à Equipe da Unimed Belém, aos bondosos amigos e funcionários da Paróquia de Santo Antônio de Lisboa, em especial ao Pároco Frei Juraci Estevan, Frei Nestor Windolph, Frei João Miguel e Frei Alexandre; à Direção e alunos do Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré e aos funcionários do Recanto da Saudade, na pessoa de seu proprietário Nabih El Hosn e sua filha Kátia El Hosn. Finalmente, os familiares agradecem sensibilizados a todas as mensagens, as flores e os gestos de apoio e solidariedade recebidos em um momento tão difícil de suas vidas e reafirmam sua confiança de que “o Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces.” (Is 25,8)

 

 

Livro para Download - Minha Vida - Joseph Ratzinger - Em Espanhol

El segundo gran evento al comienzo de mis años de Ratisbona fue la publicación del misalde Pablo VI, con la prohibición casi comp1eta del misal precedente, tras una fase de transiciún de cerca de seis meses. El hecho de que, después de un período de experimentación que a menudo había desfigurado profundamente la liturgia, se volviese a tener un texto vinculante, era algo que había que saludar como seguramente positivo. Pero yo estaba perplejo ante la prohibición del Misal antiguo, porque algo semejante no había ocurrido jamás en la historia de la liturgia. Se suscitaba por cierto la impresión de que esto era completamente normal. El misal precedente había sido realizado por Pío V en el año 1570, a la conclusión del concilio de Trento; era, por tanto, normal que, después de cuatrocientos años y un nuevo Concilio, un nuevo Papa publicase un nuevo misal. Pero la verdad histórica era otra. Pío V se había limitado a hacer reelaborar el misal romano entonces en uso, como en el curso vivo de la historia había siempre ocurrido a lo largo de todos los siglos. Del mismo modo, muchos de sus sucesores reelaboraron de nuevo este misal, sin contraponer jamás un misal al otro. Se ha tratado siempre de un proceso continuado de crecimiento y de purificación en el cual, sin embargo, nunca sedestruía la continuidad. Un misal de Pío V, creado por él, no existe realmente. Existe sólo la reelaboración por él ordenada como fase de un largo proceso de crecimiento histórico. La novedad, tras el concilio de Trento, fue de otra naturaleza: la irrupción de la reforma protestante había tenido lugar sobre todo en la modalidad de «reformas» litúrgicas. No existía simplemente una Iglesia católica junto a otra protestante; la división de la Iglesia tuvo lugar casi imperceptibleme te y encontró su manifestación más visible e históricamente más incisiva en el cambio de la liturgia que, a su vez, sufrió una gran diversificación en el plano local, tanto que los límites entre lo que todavía era católico y lo que ya no lo era se hacían con frecuencia difíciles de definir. En esta situación de confusión,que había sido posible por la falta de una normativa litúrgica unitaria y del pluralismo litúrgico heredado de la Edad Media, el Papa decidió que el «Missale Romanuffi», el texto litúrgico de la ciudad de Roma, católico sin ninguna duda, debía ser introducido allí donde no se pudiese recurrir a liturgias que tuviesen por lo menos doscientos años de antigüedad. Donde se podía demostrar esto último, se podía mantener la liturgia precedente, dado que su carácter católico podía ser considerado seguro. No se puede, por tanto, hablar de hecho de una prohibición de los anteriores y hasta entonces legítimamente válidos

"...La promulgación de la prohibición del Misal que se había desarrollado a lo largo de los siglos desde el tiempo de los sacramentales de la Iglesia antigua, comportó una ruptura en la historia de la liturgia cuyas consecuencias sólo podían ser trágicas...."

 

Livro CARTA AOS AMIGOS DA CRUZ - São Luiz Montfort - Download

Dedico esse pequeno livro aos Amigos da Cruz. Trata-se de um ato de contrição perfeito para uma boa confissão e manifesto minha alegria em poder postá-lo no Sal e Luz, para que todos os  possam ler.

Que Deus seja Louvado!

Clique aqui ou na figura para baixar o livro - PDF

Homilia Frei Nestor

"Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, pois o santuário de Deus é santo e vós sois esse santuário." 1 Cor 3, 17

+ Sim irmãos, vós sois esse santuário - porque Deus prometeu aos que vivem o evangelho que vem fazer sua morada dentro delas - e ai a pessoa se torna santuário, tabernáculo, templo. Mas aqui em Belém diariamente continuam "destruindo" santuários, e nossas autoridades parecem incapazes de deter esta onda de sangue inocente, assassinatos quase todo dia!

E ao assassino, nada acontece? Da parte da policia parece que não, quase nunca o peguem. Mas a escritura disse que "Deus o destruirá". Vejamos - o assassino destroi somente o corpo humano , rouba alguns anos de vida neste mundo, enviando-o à gloria eterna antes da hora que Deus pretendia– e mesmo aquele corpo humano Deus no fim vai reconstituir glorioso no céu.

Mas a destruição que o assassino espera é bem diferente - no momento que rouba a vida da vitima, ele prepara seu próprio pulo de corpo e alma no fogo eterno. Apenas chega a hora que Deus o chama, e ele pula corpo alma no fogo eterno. de onde ninguém pode o tirar.

O assassino apenas tira alguns anos de vida neste mundo do inocente, enviando o para a eternidade, mas de si mesmo o assassino tira toda a gloria eterna, toda felicidade sem fim no céu, se jogando no fogo eterno. Pensando bem, é até de ter pena desta loucura do assassino!

Alteração da Referência aos Judeus na Missa de São Pio V

Visão Judaica sobre os não Judeus

"Um milhão de não judeus não valem um dedo gordo de um judeu [Rabino Perrin])
Os judeus pedem que abandonemos nossas orações pela conversão deles. Nós deveríamos achar muito justo que eles mudem o Talmud.

O Padre I. B. Pranaitis, sacerdote católico doutor em teologia e professor de hebraico nos mostra no Talmud: Vale a pena destacar as seguintes coisas impuras que aparecem no comentário sobre o Schulchan Arukh, intitulado Biur Hetib: "Uma mulher deve lavar-se novamente (ao sair do banho) se ver qualquer coisa impura, como um cachorro, um burro, o povo da terra, um cristão (akum), um camelo, um porco, um cavalo e um leproso".

Em Kethuboth (3 b) completa: "O sêmen de um goi (ou goyim, que significa gado e é usado para se referir aos não-judeus) tem o mesmo valor que o de uma besta".

Em Zohar (1,25 b), diz-se assim: "Aqueles que fazem o bem aos akum (não-judeus)... não ressuscitarão de entre os mortos".

Em Aboda Zohar (20 a, Toseph), temos: "Não digas nada elogioso sobre eles, que nunca se diga: "Que bom que é este goi!"

A Jesus, o chamam ignominiosamente de Jeschu, cujo significado é "que seu nome e sua memória sejam apagados". Seu nome em hebreu é Jeschua, que significa salvação.

A Maria, a Mãe de Deus, chamam de Charia, ou seja: esterco, excremento. Em hebreu seu nome é Miriam.
Os Santos Cristãos são chamados de Kedoschim em hebreu. Porém os judeus os chamam de Kededchim, ou seja, homens afeminados. Às mulheres santas, são chamadas de Keleschoth que significa prostituta.

Ao Domingo, chamam de Dia da Calamidade.

Ao Natal, chamam Nital, o que quer dizer extermínio.

A Páscoa não é chamada pelo seu nome apropriado, ou seja Pesach, mas sim, Ketsach, o que significa podar ou forca.


A uma Igreja Cristã não chama de Beth Hattefilah (casa de oração), mas sim Beth Hattiflah, que significa casa vã, ou casa do Mal.

Aos Evangelhos (do grego Evangelion) chamam Aavon Gilaion: Livro de Iniqüidade.


Os judeus piedosos aceitaram Cristo e seus apóstolos. Já os fariseus o mataram.Não há sentido na negação da divindade de Cristo. Fora da Igreja não há salvação!

No mesmo espírito do Talmud foram escritos os Protocolos dos Sábios de Sião. Um é mais escandaloso que o outro. Um destila mais ódio que o outro.

Ismael prefigura a Sinagoga; Isaac, a Igreja

É insteressante o que o padre Julio Meinvielle no seu livro El Judio En El Misterio De La Historia diz sobre os judeus:

"São Paulo nos explica que em Ismael e Isaac estão prefigurados dois povos. (São Paulo Gal. 4)"Ismael, que nasce primeiro de Abraão, como fruto natural de sua escrava Agar, figura a Sinagoga dos judeus, que se gloria de vir da carne de Abraão. Isaac, ao contrário, que nasce milagrosamente de acordo com a promessa divina, de Sara a estéril, representa e figura a Igreja, que surgiu, como Isaac, pela fé na Promessa de Cristo.

"Não é, portanto, a descendência carnal de Abraão que salva, e sim sua união espiritual pela fé em Cristo."

[...] A Igreja é Sara feita fecunda pela virude de Deus. O espírito vivifica, e a carne, em compensação, nada vale, dizia mais tarde Jesus Cristo. (S. João , 6)

Baixar o livro no site
www.juliomeinvielle.org

Por Tiago Martins, Caxias do Sul.

Postado por Somos o apostolado FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO

Palavras de Dom Orani

A DIREÇÃO ESCOLHIDA

Celebramos em novembro, no 34° domingo do Tempo Comum, a Solenidade de Cristo Rei no encerramento do ano litúrgico. É sempre um momento de fazer um balanço geral das atividades apostólicas vividas por nossas comunidades e, ao mesmo tempo, olhar o horizonte para as atividades futuras que são necessárias programar.

O nosso Plano de Pastoral Arquidiocesano levou dois anos de consultas e reflexão para ser elaborado e, com a participação de todos, serem escolhidas as linhas principais de ação de nossa Arquidiocese.

Como o Plano nasceu em sintonia com as preocupações da Igreja hoje, além da sua inculturação neste chão amazônico ele trouxe a resposta que em Aparecida os Bispos da América Latina também iriam anunciar para todos nós – a necessidade de evangelização: consciência da Missão permanente para todos os cristãos.

A insistência desse grande evento da América Latina, ocorrido no Santuário de Aparecida, para com as missões é uma bela inspiração para este momento histórico! É um grito que sobe do nosso povo que foi consultado sobre esses passos e que o Espírito Santo traduziu pela reflexão episcopal naqueles abençoados dias de maio de 2007.

A nossa Conferência Episcopal já elaborou um texto para responder a esse apelo missionário e também insiste sempre em suas declarações para que o tema "missão" não seja apenas objeto de estudos, mas seja, principalmente, ocasião de fazer acontecer o trabalho que Jesus Cristo deixou para a sua Igreja: ide e anunciai o Evangelho a toda criatura! E sabemos que além daquilo que fazemos como valores cristãos nos trabalhos e lutas de cada dia, se o Evangelho, a vida e a missão de Jesus Cristo não forem anunciados explicitamente, não acontecerá a evangelização que penetra na cultura dos povos.

Aqui em nossa Arquidiocese essa resposta veio pelo projeto "Belém em missão" que, além de resgatar a missionariedade que deve sempre nos acompanhar pela vida, quer também ajudar-nos a estarmos preparados para as comemorações dos 400 anos da chegada do Evangelho aqui em nossas terras com a fundação da nossa capital: Santa Maria de Belém do Grão Pará.

O Evangelho, que começou a forjar os corações cristãos, trouxe muitos valores para o diálogo entre as culturas que começou a existir, e foi moldando a nossa vida.

Passado esse tempo, vemos que existe outra mudança radical em nossa cultura, principalmente nestes últimos 50 anos. Isso foi muito bem detectado no Documento de Aparecida. Pouco a pouco as transformações que ora ocorrem nos fazem perder valores importantes para nossas vidas e para a sociedade. É um momento difícil porque nem sempre conseguimos discernir os acontecimentos no olho do furacão que nos envolve nisso, que foi chamado de nosso complicado tempo!

A Palavra de Deus, tema do Sínodo dos Bispos, recém concluído em Roma, tem sido a nossa luz em meio às escuridões de nossa realidade e, conduzidos pelo Espírito Santo, saberemos também contribuir para a caminhada do nosso povo para que, aproveitando o desenvolvimento nas várias áreas do conhecimento humano, não nos esqueçamos de sua dimensão transcendental com seus valores e suas conseqüências.

Isso não é para retroceder e nem atrapalhar avanços, e sim para irmos adiante ajudando com a nossa vida, comportamento e pensamento a que o nosso mundo caminhe para melhor. Vemos quais são as conseqüências dos caminhos que hoje percorremos com relação à violência, insegurança, desesperança. Assim como na Amazônia lutamos por um desenvolvimento sustentável, na vida humana, a Igreja, perita em humanidade, luta para que o caminhar da humanidade seja sempre mais próspero, sem perder seus valores fundamentais.

Ao chegar ao final do Ano litúrgico um bom balanço é essa pergunta sobre se os passos dados nos levaram a uma vida melhor ou não. Isso não só para a Igreja, mas para todos os habitantes do planeta.

Eu creio que enquanto ainda conseguimos pensar com certa isenção, podemos ter esperança de mudanças positivas em nossa caminhada pelas estradas do mundo.

D. Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano

 

Perguntas Importantes

Existem  perguntas  que  devem sempre  voltar  à  nossa  mente  e  à  nossa  vida.  Neste  início  do  mês  de  novembro,  celebraremos  o   nal  do  ano  litúrgico  na  Festa  de  Cristo  Rei,  que  é  uma  ótima  ocasião  para  algumas  perguntas  existenciais  que  sempre  são necessárias. Iniciamos  este  mês  celebrando  a  solenidade  de  Todos  os  Santos  e  rezando  pelos  nossos   éis  defuntos  no  Dia  de  Finados.  Com  isso,  temos  a  consciência  de  que  somos  todos  predestinados  à  santidade  ­  é  a  nossa  vocação  comum!  Vamos  correspondendo  ao  chamado  de  Deus  na  vida de cada dia. Um  tempo  atrás,  alguns  grupos  tinham  medo  de  falar  sobre  o  assunto  como  se  o  nosso  olhar  dirigido  para  a  eternidade  nos  alienasse  das  preocupações  da  busca  de  justiça  e  fraternidade  em  nosso  planeta.  O  verdadeiro  caminho  para  a  santidade  passa  pelo  nosso  modo  de  viver  como  cristãos  a  cada  dia  de  nossa  existência.  É  aqui,  nos  embates  de  cada  dia,  que  estamos  construindo  nossa  vida.  A  vida  em  união  com  a  Trindade  Santíssima  começa  pela  fé  e se conclui na "visão beatí  ca". A  celebração  do  dia  dos   éis  defuntos,  que  neste  ano  cai  no  domingo,  é  a  oportunidade  de  retomarmos  a  nossa  realidade  discutida  desde  o  livro  do  Gênesis:  fomos  criados  por  Deus  para  uma  vida  que  não  termina,  mas  passamos  pela  experiência  da  morte:  um  dia  os  nossos  olhos  se  fecharão  para  as  realidades  deste  mundo  e se abrirão para o Eterno! Normalmente,  as  pessoas  nunca  estão  preparadas  para  morrer  nem  para  aceitar  a  morte.  As  pinturas  de  muitos  santos  morrendo,  tendo  em  torno  a  família  ou  a  comunidade  no  momento  de  uma  despedida  de  quem  parte  para  a  eternidade,  recordam  um  tempo  em  que  a  morte  era encarada de outra maneira.  Os  cientistas  procuram  de  todas  as  formas  prolongar  a  vida  e  evitar  a  morte.  A  busca  da  cura  e  da  saúde  é  bem-vinda.  Porém,  sabemos  que  um  dia  todos  partiremos  deste  mundo.  Alguns  acham  que  aí  termina  toda  a  aventura  humana,  outros  a  rmam  que  vamos  para  o  nada  ou  para  o  sono  eterno,  mas  nós  cremos  com  Cristo  que,  se  andamos  pelos  caminhos  de  Deus,  "poderemos  estar  com  Ele  no  paraíso"  no  mesmo  dia,  como  Ele  disse  ao  "bom  ladrão" do alto da Cruz no Calvário. Essas  celebrações  marcam  este  início  de  mês  com  as  perguntas  sobre  o  sentido  de  nossas  vidas:  de  onde  viemos,  para  onde  vamos  e  que  sentido  tem  a  nossa  vida  aqui  neste  mundo?  Essas  perguntas  foram  temas  de  muitos  encontros  de  jovens,  adultos  e  casais  nos  movimentos  surgidos  na  época  do  Concilio  Vaticano  II  e ajudaram muitos a mudar de vida. Muitas  pessoas  não  gostam  dessas  perguntas  e  tampouco  as  fazem.  Muitos  vivem  como  se  a  vida  fosse  apenas  um  desfrutar  dia  após  dia  os  possíveis  momentos  de  poder,  ter  e  prazer  que  poderiam  ser  proporcionados  nos  enganos  malignos  em  que caem.  Essa  realidade  aparece  na  vida  de  cada  dia  quando  as  pessoas  se  tornam  escravas  de  tantas  situações  que,  além  de  estragarem  suas  próprias  vidas,  deixam  seus  familiares  e  amigos  apreensivos  e  tristes.  Quantas  violências  e  mortes  poderiam  ser  evitadas  se  tivéssemos  mais  consciência  da  beleza  de  vida  que  Deus  planejou  para  nós  quando  nos  criou!  A  realidade  do  pecado  com  suas  conseqüências  está aí ao nosso redor. É  justamente  por  isso  que  é  tempo  de  anunciar  que  os  nossos  pecados  foram  perdoados  e  pagos  por  Jesus  Cristo,  o  Filho  de  Deus  que  nasceu  de  Maria  e  habitou  entre  nós,  e  está  vivo  ressuscitado  em  Sua  Igreja,  e  é  o  nosso  caminho  para  a  vida  com  o Pai e também para uma nova vida hoje. N'Ele  aprofundamos  o  verdadeiro  sentido  da  vida  e  as  respostas  às  interrogações  existenciais  do  ser  humano.  Quando  olhamos  o  céu  que   zestes,  lembra  o  Salmo,  e  para  nós  que  conseguimos  olhar  muito  mais  longe  com  os  mega  telescópios  de  hoje,  somos  chamados  a  ver  impresso,  já  na  natureza,  a  revelação  que  um  dia  será plena em Jesus Cristo. Para  onde  irei  longe  de  teu  Espírito?  Não  temos  onde  nos  esconder!  Hoje,  com  todo  tipo  de  câmeras  e  de  escutas  telefônicas  e  com  o  aprofundamento  das  descobertas  no  microcosmo,  sentimos  ainda  mais  essa  realidade.  Ele  está  presente  para  nos  salvar  e  dar  o  verdadeiro  sentido  para  nossas  vidas,  não  só  alegrando-nos  pela  escolha  para  sermos  cristãos,  mas  também  levando-nos  a  construir  um  mundo  mais  justo e fraterno. Essas  perguntas  fundamentais  sobre  o  sentido  da  nossa  existência,  apesar  de  estarem  sufocadas  no  coração  de  parte  das  pessoas  devido  ao  estilo  de  vida  que  assumimos  e  vivemos  hoje,  estão  presentes  no  mais  profundo  de  nosso  ser  e  teimam  vir  sempre  à  tona,  mesmo  para  aqueles  que não querem pensar sobre isso. Quem  sabe  num  desses  momentos  o  coração  se  abra  e  busque,  na  luz  da  Fé,  Aquele  de  onde  viemos  e  para  onde  iremos  e que dá sentido à nossa vida? D. Orani João Tempesta, O. Cist. Arcebispo Metropolitano
Homilia Frei Nestor

"Alegrai vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus." Mt. 5,12

+ As bem-aventuranças que Jesus aclamou neste evangelho são mais do que suficiente razão para todos alegrar e exultar! Pois senão somos bem-aventurados pela vida piedosa que levemos, somos bem-aventurados pelos sofrimentos que nós passamos - e por uma ou outra coisa a recompensa que esperamos é vida gloriosa no céu, cercado pelas centenas de milhares que já estão lá nos esperando.

Apesar de nossos defeitos e fraquezas, a esperança não nos foge - pois não somos só nós lutando para ganhar o céu, tem milhares lá nos ajudando, com o próprio Cristo que declara no evangelho amanhã "a vontade do meu Pai" é que "eu não perca nenhum daqueles que ele me deu."

A palavra de Jesus para todos os finados ouviremos amanhã, no final do evangelho "Eu o ressuscitarei no último dia" - a morte, por mais sofrida e triste que possa ser, não é o fim da vida nossa, mas o começo da nossa vida eterna!

Lembrando-nos sempre da ressurreição final, todos nós teremos mais força espiritual para praticar o bem e mais coragem para suportar com paciência os males passageiros deste mundo e desta vida mortal. Sim, lembramos sempre as duas coisas, somos aqui mortais, seja qual for nossa vida atual, vai passando - aguentaremos firme pois então vem a imortalidade no nosso corpo ressuscitado - como diz Jó na leitura amanhã "Eu mesmo verei a Deus. 0s meus olhos O contemplarão, e não os olhos de outros."

A JESUS CRUCIFICADO

No me mueve, mi Dios, para quererte
el cielo que me tienes prometido,
ni me mueve el infierno tan temido
para dejar por eso de ofenderte.

Tú me mueves, Señor, muéveme el verte
clavado en una cruz y escarnecido,
muéveme ver tu cuerpo tan herido,
muévenme tus afrentas y tu muerte.

Muéveme, en fin, tu amor, y en tal manera,
que aunque no hubiera cielo, yo te amara,
y aunque no hubiera infierno, te temiera.

No me tienes que dar porque te quiera,
pues aunque lo que espero no esperara,
lo mismo que te quiero te quisiera.

(Poema atribuído a Santa Tereza de Ávila)

 

TRADUÇÃO:

Não me move, meu Deus, para querer-te
O céu que me hás um dia prometido:
E nem me move o inferno tão temido
Para deixar por isso de ofender-te.

Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te
Cravado nessa cruz e escarnecido.
Move-me no teu corpo tão ferido
Ver o suor de agonia que ele verte.

Moves-me ao teu amor de tal maneira,
Que a não haver o céu ainda te amara
E a não haver inferno te temera.

Nada me tens que dar porque te queira;
Que se o que ouso esperar não esperara,
O mesmo que te quero te quisera.

 

Fonte: site Permanência

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Estudos sobre Liturgia e a Missa
Nos dias de 18 a 21 de agosto de 2010, nosso grupo de estudo católico estará realizando, aqui em belém, um encontro com o Padre Almir de Andrade, Seminaristas do IBP que estarão em visita a Belém e professor Alberto Zuchi, cujo o tema será o Motu Proprio "Summorum Pontificum" e a Missa Antiga. Os encontros serão sempre das 19 ás 21 horas. No ultimo dia do encontro, será celebrada a Santa Missa na forma extraordinária por nosso arcebispo metropolitano Dom Alberto Taveira. Para participar envie-nos um comentário que entraremos em contato. As vagas são limitadas.
 
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